Consumidor busca opção para gastar menos

12/12/2007

Consumidor busca opção para gastar menos

O início da estação chuvosa na região oeste do Estado no final de novembro não puxou os preços de feijão e carne para baixo, o que atenderia uma expectativa dos consumidores.
Fatores como a seca prolongada de nove meses, enquanto que o normal é de seis meses, o baixo índice pluviométrico na estação chuvosa passada, que levou a perdas de até 100% nas lavouras da área dos vales, contribuíram para a redução da oferta.

A isso somou-se o atraso na chuva desta estação, que retardou o início do plantio da safra 2007/2008 e a brotação do capim para alimentação animal.
Os dois produtos, considerados básicos na dieta dos brasileiros, tiveram aumentos significativos nos preços este ano e retraíram o consumo em Barreiras.

Durante 2007, o feijão carioca teve vários aumentos. A saca de 60 kg começou o ano custando em torno de R$ 70 e entrou o mês de dezembro custando R$ 280. Para o consumidor final, que normalmente compra no varejo, a variedade é vendida no Centro de Abastecimento de Barreiras (CAB) a R$ 14 o prato (uma medida regional que equivale a três quilos). Nos supermercados a média é de R$ 5,50 o quilo o que, segundo o estudante Ernandes dos Santos, 21 anos, “é um absurdo diante do salário mínimo nacional”.

“Têm fregueses optando por outros feijões, como o gurutuba, que custa R$ 8 o prato”, diz a feirante Noelice Barros, 46 anos, enfatizando que o poder aquisitivo dos brasileiros não acompanhou a elevação dos preços. “As famílias não têm como continuar comendo a mesma quantidade”, diz, acrescentando que as vendas caíram em 50%.
Também a venda de carne teve decréscimo este ano, estimado entre 40 a 45% pelos revendedores. “Tivemos quatro aumentos no preço da carne”, diz o açougueiro Davi Pamponete, 24 anos. Ele exemplifica que na semana passada o quilo de carne de primeira estava custando R$ 7 e esta semana já está por R$ 10.

“Isso faz com que as pessoas comprem mais a carne de segunda”, destaca Pamponete.