Commodities Agrícolas
Petróleo puxa
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta na quinta-feira, impulsionados pela valorização das cotações do petróleo. A notícia gera especulações de que a demanda por combustíveis renováveis à base de cana voltará a crescer, afirmam analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram o dia a 12,28 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 5 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para agosto fecharam a US$ 337,80 a tonelada, com alta de US$ 1,50. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 28,16, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, o produto acumula recuo de 0,46%. A colheita de cana começa em algumas usinas neste mês no centro-sul do país, mas ganhará força a partir de maio.
Torrefadores ativos
Os preços futuros fecharam em alta na quinta-feira, alcançando o maior patamar de uma semana, após notícias de que os torrefadores devem voltar a comprar, motivadas pelas baixas cotações do grão no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram a US$ 1,3385 a libra-peso, com alta de 265 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam o pregão a US$ 2.256 a tonelada, elevação de US$ 25. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do grão encerrou a R$ 257,19, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, o café acumula alta de 3%. A colheita do grão começou em março nas regiões produtoras de café robusta, sobretudo no Espírito Santo. A colheita de arábica será a partir de maio, nos Estados de Minas e São Paulo.
Preço atrativo
A cotação do cacau no mercado futuro encerrou a quinta-feira em alta pela primeira vez na semana. Em Nova York, depois de atingir o patamar de US$ 2.971 por tonelada no dia 14 de março, seu preço mais alto em 28 anos, a commodity despencou 24%. Para analistas ouvidos pela Bloomberg, esse declínio acentuado pode levar os investidores às compras, atraídos por papéis mais baratos. Os contratos para julho avançaram US$ 19, a US$ 2.281 por tonelada. Em Londres, a alta foi de 8 libras esterlinas, a 1.304 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba de cacau foi negociada, na média, por R$ 60,66, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC). Houve, com isso, ligeira queda em relação a quarta-feira, quando a arroba foi negociada por R$ 61, na média.
Queda de área
O algodão fechou em alta na bolsa de Nova York ontem com a especulação de que os produtores americanos, seduzidos pelos altos preços de soja e milho, podem reduzir ainda mais a área dedicada à fibra. A área do algodão cairá 13% na safra 2008/09, segundo a primeira estimativa de plantio feita pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Ao atingir o preço mais baixo em sete semanas, o algodão também pode incentivar as compras pela indústria têxtil, o que ajudou a sustentar os preços. Em Nova York, os contratos para julho subiram 26 pontos, para 73,92 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o preço do algodão encerrou sem variação, a R$ 1,4039 por libra-peso, de acordo com o índice Cepea/Esalq.