Lucro pode chegar a 40%

04/04/2008

Lucro pode chegar a 40%

 

A fruticultura representa 6% das exportações do agronegócio baiano, com destaque para uva, manga, mamão, coco verde, banana, maracujá, laranja, melancia, goiaba e melão. Foram 5,2 milhões de toneladas enviadas para o exterior no ano passado, somando R$2,4 bilhões no valor bruto da produção agrícola estadual, com margem de lucro variando de 20% a 40%. Segundo José Mário Carvalhal de Oliveira, diretor de política e economia agrícola da Superintendência de Política do Agronegócio, da Secretaria da Agricultura (Seagri), é a atividade que mais emprega mão-de-obra, absorvendo em torno de um milhão de trabalhadores, em 343 mil hectares – desses, 106 mil irrigados.

Apesar da oferta abundante e do valor nutricional das frutas frescas, o mercado interno ainda deixa a desejar em termos de consumo. Enquanto em países desenvolvidos a média per capta é de 70 a 120kgpor ano, no Brasil não passa de 45kg.

As frutas baianas já chegam a mais de 40 países, sobretudo Holanda, Reino Unido, Estados Unidos, Portugal, Alemanha e Canadá. Nos últimos anos houve uma mudança significativa no perfil da fruticultura local, com a inclusão de culturas até então inexistentes como uva, ameixa, morango e maçã, os três últimos na região da Chapada Diamantina.

Para o superintendente do Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia, Ricardo Saback, o ambiente é favorável a uma maior diversificação da pauta de exportações baianas, com partidas mais expressivas, por exemplo, de maçã e banana. A introdução da uva na região do Médio São Francisco (Juazeiro/Petrolina), na sua opinião, foi responsável pelo início do processo de mudança de perfil da fruticultura baiana, com produtos de maior valor agregado – as frutas in natura representam 96% das exportações.

Saback classifica o setor como “robusto”, mas prefere não fazer previsões para 2008 por conta de fatores climáticos e do câmbio, desfavorável para as exportações, que podem alterar os resultados.