Commodities Agrícolas

06/06/2008

Commodities Agrícolas


Sem direção 


Os contratos futuros de açúcar encerraram ontem sem tendência definida, com os investidores divididos entre a forte alta de outras commodities agrícolas, como soja, milho e trigo, e a desvalorização do dólar. Os contratos com vencimento em julho subiram 4 pontos em Nova York, para 9,56 centavos de dólar por libra-peso. Os papéis para outubro, em contrapartida, caíram 8 pontos, para 10,91 centavos de dólar por libra-peso. "Os volumes no açúcar ficaram altos. Possivelmente vamos registrar algumas liquidações mais que rolagem de posições", disse à Bloomberg Jonathan Kingsman, diretor da Societe Kingsman. No mercado interno, a saca de 50 quilos encerrou negociada por R$ 26,23 a libra-peso, alta de 0,31%, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Embarques recuam


As exportações brasileiras de café em grão e solúvel atingiram US$ 316 milhões em maio, com recuo de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o CeCafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Em volume, os embarques ficaram em 1,938 milhão de sacas, recuo de 23,4% sobre maio de 2007. A queda das vendas reflete o final da safra de café, que vai de julho a junho. De janeiro a maio, a receita com exportações cresceu 14,2% em relação ao mesmo período de 2007; em volume atingiu 10,9 milhões de sacas, baixa de 5,5% sobre os primeiros cinco meses de 2007. Em Nova York, os contratos para setembro fecharam a US$ 1,3820 a libra-peso, alta de 305 pontos. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 256,72, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Temor com furacões


O temor com a chegada de furacões à Flórida, segundo maior pólo cítrico do mundo, depois de São Paulo, dominou os negócios ontem. Os contratos de suco de laranja congelado e concentrado com vencimento em setembro encerraram em alta de 185 pontos em Nova York, a US$ 1,1685 por libra-peso. Foi a quarta alta da cotação da commodity nas últimas cinco sessões. Meteorologistas da Universidade do Colorado previram uma série de oito furacões na temporada iniciada no dia 1º de junho. A queda do dólar em relação ao euro também deu impulso aos preços das "soft commodities" negociadas em Nova York. No mercado paulista, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias encerrou negociada por R$ 8,31, de acordo com o Cepea/Esalq. 


Nova valorização


A arroba do boi gordo alcançou R$ 88,00 (a prazo para descontar funrural) ontem no mercado físico de São Paulo, apurou a Scot Consultoria. No dia anterior estava em R$ 87,50. Na BM&F, o contrato de boi com vencimento em outubro (período de entressafra) fechou em R$ 99,37 a arroba, alta de 12,98% em um mês e de 38,49% no ano, conforme o Valor Data. Segundo a Scot, havia negócios acima de R$ 88,00 ontem em São Paulo, para lotes maiores de gado. Dezoito das 28 praças de boi gordo pesquisadas no país pela Scot registraram alta, informou a consultoria em seu relatório. Na visão da empresa, a alta do boi no mercado físico - devido à escassez de oferta - vem dando força para as cotações no mercado futuro. O indicador Esalq BM&F para o boi fechou ontem em R$ 88,35, alta de 1,4