Agentes comunitários são treinados para a apicultura e elaboram diagnóstico

10/10/2008

Agentes comunitários são treinados para a apicultura e elaboram diagnóstico


 

Agentes Comunitários Apícolas estão sendo capacitados para atuarem no estado, orientando e prestando assistência técnica aos apicultores familiares de comunidades, associações e demais grupos representativos, que desenvolvam ou que tenham interesse pela atividade na região Sisaleira. O treinamento integra o programa intensivo de profissionalização, oferecido pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), e está sendo realizado no seu Centro de Profissionalização de Apicultores e Floricultores (Centreapis), localizado no município de Amélia Rodrigues, a 87 km de Salvador. O centro é vinculado à Gerência Regional de Feira de Santana.
“A nossa intenção é, através de um treinamento intenso de toda a cadeia produtiva do mel, preparar os agentes comunitários apícolas para desenvolverem suas atividades a contento e, assim, obterem mais uma alternativa de renda”, enfatizou o diretor executivo da EBDA, Osvaldo Sant`Anna.
A capacitação, que já está na segunda das três fases propostas, começou em setembro e segue até o mês de novembro, beneficiando cerca de 16 jovens agentes de 20 municípios do território do Sisal, com aprendizagens sobre apicultura básica, abordando temas como: Família das abelhas com ferrão, indumentárias de proteção e noções de manejo da colméia. Os multiplicadores estão conhecendo também o manejo avançado da cultura, com aulas práticas e teóricas sobre identificação das castas e suas funções na família das abelhas, além de adquirir conhecimento dos diversos níveis de segurança na atividade apícola.
Também estão sendo estudados o controle dos inimigos naturais das abelhas, visando o equilíbrio no ecossistema; técnicas de colheita do mel, processamento e beneficiamento do produto, comparando o material da colméia nos padrões ideais.
As aulas da segunda fase se encerraram ontem (9) e, segundo o agrônomo da EBDA e coordenador dos cursos, Edmilson Bezerra, a programação trará, na terceira fase, o tema Produção, beneficiamento e utilização de cera de abelhas, que fechará o círculo de conhecimentos essenciais para o desenvolvimento da atividade, pelos agentes comunitários. O início das atividades desta última fase está previsto para novembro.


Agentes Comunitários

“A partir deste curso é que posso dizer que sou apicultor; antes, eu apenas sabia algumas coisas aprendidas com outras pessoas; agora tenho conhecimento para produzir de forma certa”, comentou o agente comunitário, em Tucano, e apicultor há quatro anos, Gabriel Sanches da Silva (26 anos).
Já o agente Antônio José de Oliveira, que atende aos municípios de Serrinha e Barrocas, e que nunca teve contato com a atividade, falou que o curso tem sido uma verdadeira faculdade para ele. “A forma como têm sido ministrados os cursos, os conteúdos e as práticas estão me preparando não só para repassar o que estou aprendendo, mas têm me motivado para também fazer o meu próprio apiário”, disse, entusiasmado.
Os agentes comunitários, após o curso, vão realizar um diagnóstico da apicultura de cada região, identificar as necessidades/dificuldades dos apicultores, utilizando a metodologia participativa, e definir as ações que atendam às demandas detectadas.
Na região de Tucano, por exemplo, Gabriel Sanches já identificou a falta de certificação do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e do Serviço de Inspeção Federal (SIF), para a casa-do-mel, o que impede a comercialização legal do produto. “Apenas com o SIE, o apicultor já poderá vender seu produto, dentro do Estado, de forma segura. Vou me empenhar nisso”, comentou Sanches.
Segundo dados do coordenador Edmilson Bezerra, mais de 2 mil pessoas, entre agricultores familiares, produtores, profissionais liberais e donas de casa,  já passaram pelo Centreapis, em cursos de capacitação de apicultura e floricultura.

 

Assim/EBDA
10/10/2008.