Commodities Agrícolas

05/11/2008

Commodities Agrícolas


As exportações de café verde do Brasil em outubro foram as maiores desde 2002, ficando perto do recorde histórico mensal, de acordo com a base de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na segunda-feira, a Secex havia divulgado os números do comércio brasileiro de commodities, informando embarques de café verde de 2,96 milhões de sacas de 60 quilos. Segundo a Secex, o volume de café verde embarcado no mês passado só perde para o registrado em setembro de 2002, quando o Brasil exportou 3,03 milhões de sacas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do arábica subiu 1,11%, para R$ 256,97. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em março encerraram o pregão a US$ 1,2155 por libra-peso, alta de 430 pontos.

"Efeito Obama". As cotações da soja registraram forte alta ontem na bolsa de Chicago, impulsionadas por valorizações nos mercados de commodities em geral e pelo otimismo do mercado com o favoritismo de Barack Obama nas eleições presidenciais do país. Os contratos com vencimento em novembro encerraram o pregão negociados a US$ 9,4950 por bushel, com ganho de 21,25 centavos de dólar, ao passo que os futuros para entrega em janeiro subiram 21,50 centavos de dólar, para US$ 9,59 por bushel. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão negociado no Paraná registrou valorização de 0,02% e atingiu R$ 45,14. Nesses primeiros dias do mês de novembro, o indicador acumula alta de 1,94%.

Novo apetite. As apostas do mercado de que a injeção de US$ 3 trilhões no sistema financeiro internacional reanimará a demanda por alimentos, ração e biodiesel fizeram os contratos futuros do milho dispararam ontem nos Estados Unidos. "Definitivamente, há menos medo e mais agressividade no mercado", afirmou em entrevista à Bloomberg Charlie Sernatinger, analista de mercado da Fortis Clearing Americas, de Chicago. Os papéis com vencimento em março fecharam na bolsa de Chicago a US$ 4,3075 por bushel, uma variação diária de 10 centavos de dólares (2,5%). No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho fechou o dia cotada a R$ 21,01, com queda diária de 0,26%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula perda de 1,63 % .

Retomada de preço. Os preços futuros do trigo subiram ontem para o maior patamar em três semanas, diante de especulações de que o custo mais baixo dos fertilizantes encorajará os agricultores americanos a destinar mais terra para o milho. "Estou começando a pensar que poderemos ver menos trigo vermelho de inverno", disse à Bloomberg Sid Love, da Kropf & Sid Love Consulting, no Kansas. Na bolsa de Chicago, os contratos para entrega em março fecharam US$ 5,9325 por bushel, com alta de 10,75 centavos de dólar. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os papéis para o mesmo período ficaram em US$ 6,2525, alta de 10,75 centavos. No mercado interno, o preço médio da saca de 60 quilos ficou em R$ 26,35, com alta de 0,23%, segundo o Deral.