Status sanitário de SC favorece exportações

05/11/2008

Status sanitário de SC favorece exportações


Florianópolis, Santa Catarina concluiu ontem o Programa de Identificação Individual dos Bovinos e Bubalinos (PIB-SC) e está apta a exportar para os mercados mais exigentes. O presidente da União de Importadores de Carnes e Derivados da Itália, Renzo Fossato, disse que a Itália já mostra interesse em retomar suas importações. Inicialmente, irá comprar 50 mil bezerros por ano. Mas apontou uma dificuldade: a taxação, por parte da União Européia, sobre a importação de bovinos vivos.
"A Europa cobra ? 1,15 por quilo importado", afirmou. Fossato fez um apelo, ontem, ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, para que faça o pedido formal para que a EU retire o imposto sobre as importações de países em desenvolvimento, nem que seja para um número específico de animais, sob pena de inviabilizar a negociação.

O diretor de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Roni Barbosa, afirma que a UE pode conceder esta isenção, enquadrando o Brasil no Sistema Geral de Preferências. O ministro Reinhold Stephanes pedirá à UE que se dê início às vendas de animais vivos entre o Brasil e a Europa. Barbosa afirma que o Estado terá 10 mil terneiros com seis e oito meses de idade, prontos para exportar para a Itália, em maio e junho de 2009. Como a Itália importa o produto apenas de países europeus, a aproximação com os italianos está sendo considerada uma porta de entrada para outros produtos no restrito mercado europeu, como carne suína.

A Itália quer importar bezerros de corte de raças européias, como Charolês e Limousin para engordar e abater no país. A comitiva italiana fica esta semana em Santa Catarina - amanhã em Lages e sexta-feira em Chapecó -, para negociar com os criadores interessados em exportar os animais, além de visitar fazendas onde são criados os terneiros. No Brasil, somente Santa Catarina possui condições de exportar bovinos vivos para a União Européia, em função do status de livre de febre aftosa sem vacinação.

O PIB-SC é responsável pelo controle e rastreabilidade da produção de bovinos e bubalinos. Com a identificação é possível identificar a propriedade de onde provém cada animal ou a sua carne, caso já seja abatido para consumo.

O trabalho teve início em março. Até outubro foram identificados 4,1 milhões de animais. As propriedades foram cadastradas e cada animal recebeu um brinco e um boton de identificação. Um em cada orelha, com características visuais e eletrônicas. Cada animal cadastrado no sistema de defesa sanitária animal da Cidasc tem numeração compatível com o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), do Ministério da Agricultura.