Commodities Agrícolas

06/11/2008

Commodities Agrícolas

  
Incertezas econômicas

Os preços futuros do algodão fecharam com forte queda ontem, pressionados por notícias de queda na demanda global por conta da desaceleração da economia, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram a 48,63 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 224 pontos. Analistas também estão atentos à queda dos preços do petróleo. O petróleo em baixa deixa o poliéster mais competitivo que o algodão. No mercado paulista, o algodão encerrou o dia a R$ 1,2017 a libra-peso (prazo de oito dias), com recuo de 0,5%, segundo o índice Cepea/Esalq. Nos últimos dias, indústrias têxteis continuaram recuadas, operando apenas no sistema "da mão para boca" e ainda forçando baixa nas cotações, segundo o Cepea. 
 
 
Vendas aceleradas

Os preços futuros da soja fecharam em queda ontem, na bolsa de Chicago, como reflexo do aumento das vendas de grãos por parte dos produtores do Meio-Oeste americano, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Com a recuperação dos preços das commodities, os agricultores aproveitaram para comercializar sua produção. Somente na semana passada, a valorização da soja foi de 7% no mercado. Na bolsa de Chicago, os contratos para janeiro encerraram o dia a US$ 9,04 o bushel, com recuo de 55 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 44,27, com baixa de 1,93%, segundo o índice Cepea/Esalq. O plantio do grão está parado em algumas regiões do país por conta do clima chuvoso, sobretudo no Sul.


Ressaca em Chicago

As cotações do milho registraram forte queda ontem na bolsa de Chicago, pressionadas pelo tombo do petróleo, provocado por um intenso movimento de vendas liderado por grandes fundos de investimentos. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram a sessão negociados a US$ 3,9025 por bushel, em baixa de 22,75 centavos de dólar, ao passo que os futuros para entrega em março recuaram 22,75 centavos de dólar, para US$ 4,08. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires lembraram que na terça-feira a alta foi significativa, e que a queda de ontem foi a ressaca. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão caiu 0,42%, em média, para R$ 16,52, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado. 
 
 
Queda no consumo?

Os contratos futuros de trigo negociados no mercado americano registraram ontem a maior queda em quase três semanas, desta vez por conta de especulações de que a demanda pelo cereal do país arrefecerá no momento em que a produção global aumenta. Cerca de 13,2 milhões de bushels de trigo dos EUA foram inspecionados para exportação na semana encerrada no dia 30, recuo de 40% em relação às semanas anteriores, afirmou o governo. "Há abundância de trigo no mercado e os EUA estão tendo dificuldades para serem competitivos", disse Shawn McCambridge, analista da Prudential Financial. Em Chicago, os papéis para março encerraram a US$ 5,5800 por bushel, queda de 35,25 centavos. No Paraná, a saca ficou em R$ 26,34, queda de 0,04%, segundo o Deral.