Commodities Agrícolas

07/11/2008

Commodities Agrícolas


Os preços futuros do açúcar fecharam com forte queda na quinta-feira, como reflexo do dólar valorizado sobre outras moedas estrangeiras. Em Nova York, os contratos para maio fecharam a 12,19 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 72 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para março fecharam a US$ 333,30 a tonelada, com baixa de US$ 18,40. Apesar das recentes quedas dos preços, os fundamentos continuam altistas para a commodity. A demanda mundial por açúcar vai superar a oferta durante as próximas duas safras, devido ao declínio da produção da Índia e da União Européia e ao aumento do consumo, informou a Organização Internacional do Açúcar (OIA). No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 30,66, alta de 0,1%, segundo o índice Cepea/Esalq.

Tombo em NY. Os preços futuros do café fecharam com forte queda na quinta-feira, nas bolsas internacionais, pressionados pelo aumento do dólar sobre outras moedas estrangeiras e desaceleração da economia global, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,1585 a libra-peso, com recuo de 540 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para janeiro encerraram a US$ 1.691 a tonelada, com baixa de US$ 68. No mercado paulista, a saca de 60 quilos encerrou o dia a R$ 257,33, aumento de 0,33%, segundo o índice Cepea/Esalq. Os cafeicultores brasileiros concluíram recentemente a colheita da safra 2008, que está estimada no mercado em até 50 milhões de sacas. O Vietnã está em plena colheita do tipo robusta.

Piso em mais de 3 anos. A queda generalizada das commodities, agrícolas ou não, empurrou as cotações do algodão ao mais baixo patamar em mais de três anos ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 42,98 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 133 pontos. Os papéis para março (que atualmente ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) recuaram 194 pontos, para 46,69 centavos de dólar. Para a segunda posição, é o menor valor desde fevereiro de 2005, segundo cálculos do Valor Data. Em Rondonópolis (MT), a arroba caiu para R$ 37,30 no dia 5, ante R$ 37,50 na véspera e R$ 38,10 no início do mês, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).

Petróleo afeta mercado. Os preços do trigo sofreram os reflexos da valorização do dólar e do tombo do petróleo e registraram forte retração na quinta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para dezembro encerraram a sessão negociados a US$ 5,4325 por bushel, baixa de 14,75 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas, os contratos para março fecharam a US$ 5,7975 por bushel, queda de 13,50.

O mesmo movimento derrubou o milho, mas poupou a soja. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires realçaram que não houve notícias ligadas aos chamados fundamentos capazes de tirar o trigo do olho do furacão. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal registrou ligeira alta de 0,04%, para R$ 26,35, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.