Commodities Agrícolas

14/11/2008

Commodities Agrícolas


Comercialização avança. A comercialização da safra 2008/09 de café do Brasil estava 58% concluída até o fim de outubro, ante 57% do mesmo período do ano passado, segundo dados da Safras&Mercado. Segundo a consultoria, foram negociadas 28,98 milhões de sacas de 60 quilos no período. A Safras prevê uma colheita de 50,4 milhões de sacas. A produção mundial de café vai aumentar 15%, atingindo o recorde de 139 milhões de sacas, ante 121,1 milhões em 2007/08, devido a colheitas maiores do Brasil e do Vietnã, os dois maiores produtores do mundo, informou consultoria F.O. Licht à agência Bloomberg. Na quinta-feira, os contratos de café para março fecharam a US$ 1,1495 a libra-peso, com recuo de 145 pontos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 263,19, segundo o índice Cepea/Esalq. 
 
Terceira baixa seguida. As cotações da soja voltaram a cair na quinta-feira em Chicago, pela terceira sessão consecutiva, ainda por causa do aprofundamento da desaceleração econômica nos EUA e em outros países, que tende a reduzir a demanda de grãos e farelo para ração e de óleos vegetais em geral. Os contratos do grão com vencimento em janeiro fecharam a US$ 8,94 por bushel, em baixa de 1 centavo de dólar. Desde o recorde histórico de março, informa a agência Bloomberg, os futuros do óleo de soja já perderam 54% do valor em Chicago, enquanto os preços do farelo diminuíram 41%. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos perdeu R$ 0,20 e foi negociada, em média, por R$ 42,50, segundo levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).

Oferta apertada. Os preços futuros do milho subiram ontem pela primeira vez em três pregões, com especulações de que os produtores americanos segurarão a oferta para forçar uma alta nos preços. "As vendas secaram e apenas um leve movimento de compra já provocou uma elevação de preços", disse à agência Bloomberg Greg Grow, diretor de agronegócios da Archer Financial Services, de Chicago. Os Estados Unidos são os maiores produtores e exportadores do cereal do mundo. Os contratos para entrega em março subiram 7,25 centavos de dólar na bolsa de Chicago, para US$ 3,9350 por bushel. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 20,48, queda de 0,54%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula perdas de 4,14%. 
 
Cobertura de posições. Cobertura de posições e o bom desempenho de outras commodities ajudaram a puxar os preços futuros do trigo no mercado americano ontem. "Não pareceu ter ocorrido nada além de cobertura de posições", disse à agência Dow Jones Tom Leffler, da Leffler Commodities. Segundo ele, a atuação de fundos especulativos também influenciou o resultado. "Isso deverá se repetir". Na bolsa de Chicago, os contratos para março fecharam a US$ 5,5875 por bushel, com alta de 5,25 centavos. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, a alta foi de 2,75 centavos para os papéis com igual vencimento, fechando a US$ 5,93 por bushel. Já no mercado paranaense, o preço médio da saca de 60 quilos ficou em R$ 26,28, queda de 0,38%, segundo o Deral.