Commodities Agrícolas

17/11/2008

Commodities Agrícolas


Alta no consumo. Pela primeira vez na semana, os contratos futuros do açúcar fecharam o dia em alta, na sexta, no mercado americano. O movimento altista se deveu às especulações de que os feriados que estão por vir nos Estados Unidos acabem elevando a demanda por suprimentos mais baratos. "Há uma série de feriados à frente - incluindo o Dia de Ação de Graças, Natal e feriado judaico. É quando o consumo sobe", resumiu à Bloomberg o diretor-geral da JKV Global, William Adams, de Chicago. Os papéis com vencimento em março fecharam com alta de 21 pontos na bolsa de Nova York, a US$ 1,198 por libra-peso. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos fechou a R$ 30,68, queda diária de 0,36%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula perda de 0,78%.

Segurando as vendas. As especulações de que os produtores de café deverão segurar a oferta para elevar os preços provocaram uma elevação nas cotações futuras do grão. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, a expectativa de que o tempo mais frio na América do Norte aumentará o consumo da bebida também influenciou o mercado. "Os produtores não estão felizes com as vendas porque os preços estão mais baixos que os custos de produção em muitas partes do mundo", disse Marcio Bernardo, broker da Newedge USA LLC. Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,1545 por libra-peso, alta de 50 pontos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café ficou em R$ 261,42 com retração diária de 0,67%, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Cobertura de posições. As cotações do milho encerraram a sexta-feira em alta na bolsa de Chicago, sustentadas por um movimento de cobertura de posições e também ajudadas pela valorização do trigo. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3,8025 por bushel, ganho de 3,25 centavos de dólar, enquanto os contratos futuros para entrega em março subiram 3,50 centavos de dólar, para US$ 4,0850 por bushel. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires afirmaram que, sem a influência de fatores eminentemente financeiros, o milho pode seguir firme. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão caiu 0,12%, para R$ 16,13, em média, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.

Seca na Argentina. Os contratos futuros do trigo subiram na sexta-feira pelo quarto pregão consecutivo no mercado americano, na medida em que o tempo mais seco e quente na Argentina levantou suspeitas de problemas na safra do país, o sexto maior exportador mundial do cereal. De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a produção anual do país poderá cair 36%, para 10,5 milhões de toneladas este ano. A expectativa é que as precipitações abaixo do normal continuem. A má notícia repercutiu em Chicago, ontem os papéis para março fecharam a US$ 5,7450 por bushel, alta de 15,75 centavos. Em Kansas, os papéis para o mesmo período fecharam a US$ 6,075, alta de 14,5 centavos. No Paraná, o preço médio da saca de 60 quilos do trigo foi de R$ 26,09, queda de 0,72%, segundo informou o Deral.