Commodities Agrícolas

19/11/2008

Commodities Agrícolas


Os preços do açúcar vão subir em 2009, uma vez que a escassez de crédito quebra algumas usinas e reduz a produção, disse o presidente do grupo Cosan, Rubens Ometto, à agência Bloomberg. "A tendência é de alta", disse Ometto. Segundo o empresário, o grupo conseguiu sustentar sua posição de caixa e obter financiamento. A crise do crédito poderá criar oportunidades de aquisições para a Cosan no ano que vem, com a queda nos preços das usinas, acrescentou o empresário. O grupo adquiriu 14 usinas nos últimos 10 anos. A Cosan controla 18 unidades. Ontem, os preços futuros do açúcar fecharam em queda em Nova York. Os contratos para maio encerraram a 11,94 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 12 pontos. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 30,64, segundo o índice Cepea/Esalq.

Vendas especulativas. Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam ontem em queda na bolsa de Nova York, pressionados pelas vendas dos especuladores no emrcado e perspectivas de boa safra de laranja da Flórida, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Os contratos do suco para março encerraram a 80,90 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 300 pontos. A desaceleração da economia internacional deverá reduzir a demanda pela commodity no mercado, segundo analistas. A temporada de furacões este ano foi fraca e não trouxe ameaças para as principais regiões produtoras de laranja dos Estados Unidos. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fechou a R$ 8,41, segundo o índice Cepea/Esalq.

Seca na Argentina. A ausência de fundamentos altistas tirou o suporte dos preços futuros dos grãos nas bolsas americanas ontem. Os contratos da soja para março encerraram o dia a US$ 9,1025 o bushel, com recuo de 5,25 centavos. O clima seco da Argentina até poderia dar sustentação às cotações dos grãos no mercado. No entanto, analistas afirmam que ainda é cedo para supor que as lavouras poderão ser atingidas pelas condições climáticas. A demanda por parte da China será o balizador para que se defina uma direção para os preços dos grãos, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 45,73, com alta de 0,59%. No mês, a commodity acumula desvalorização de 4,24%, segundo o índice Cepea/Esalq.

Fundamentos fracos. Os preços futuros do trigo fecharam em queda nas bolsas americanas, como reflexo da ausência de fundamentos para o cereal. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os contratos para março encerraram o dia a US$ 5,75 o bushel, com recuo de 5 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para março fecharam a US$ 5,4950 o bushel, com baixa de 4,50 centavos. Na Austrália, a agência de meteorologia DTN disse que chuvas durante a semana sobre as regiões produtoras de trigo daquele país poderão atrasar a colheita. Na Argentina, principais fornecedores do cereal para o Brasil, as lavouras estão recebendo poucas chuvas. No mercado paranaense, a cotação média da saca de 60 quilos do trigo fechou ontem a R$ 26,11, segundo o Deral.