Commodities Agrícolas
A desvalorização do dólar frente a outras moedas estrangeiras deu suporte ontem aos preços futuros do açúcar no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a 12,04 centavos de dólar por libra-peso, com elevação de 43 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos do açúcar para maio fecharam o pregão a US$ 332,80 a tonelada, com aumento de US$ 3. A queda do dólar tornou a commodity mais competitiva, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Os combustíveis renováveis também ficaram mais atraentes em relação ao fósseis. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 30,87, com alta de 0,46%, de acordo com o índice Cepea/Esalq. No mês, os preços do açúcar acumulam queda de 7,53%.
Demanda volta a crescer. Os preços futuros do café fecharam em alta ontem, atingindo a maior cotação de uma semana, nas bolsas internacionais, impulsionados pela desvalorização do dólar frente a outras moedas estrangeiras. Com a moeda americana mais fraca, as commodities agrícolas ficam mais competitivas, elevando a demanda pelas matérias-primas. Na bolsa de Nova York, os contratos do café arábica para março fecharam o dia a US$ 1,1405 a libra-peso, com elevação de 330 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos do grão robusta para janeiro encerraram o pregão a US$ 1.702 a tonelada, com alta de US$ 54. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do grão arábica fechou a R$ 266,39, com recuo de 0,7%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, o café acumula queda de 2,54%.
Produção menor. Semelhante a outras commodities, a queda do dólar provocou uma guinada também nos preços futuros do cacau negociados no mercado americano. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 2.086 por tonelada, com alta de 41 pontos. "A grande novidade foi o dólar", disse à Bloomberg Fain Shaffer, presidente da Infinity Trading, de Oregon. Além disso, informações de que a produção de cacau da Costa do Marfim - o maior produtor do mundo - será menor também influenciaram o mercado. Segundo estimativas, a produção do país não deverá chegar a 1 milhão de toneladas, uma queda de 400 mil toneladas frente a 2007. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba foi de R$ 81, segundo informou a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Novo otimismo. Os preços futuros do algodão registraram alta ontem no mercado americano, na esteira da queda de 2,6% do dólar em relação a outras moedas e na alta das demais commodities. O otimismo foi impulsionado pela nomeação da equipe econômica do presidente eleito Barack Obama e pela promessa dos Democratas de um novo estímulo à economia americana "Tudo isso contribuiu para a alta ontem dos preços do algodão", resumiu Mike Stevens, analista da Swiss Financial Services. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em março subiram 300 pontos, ou 7,2%, para 44,80 centavos de dólar por libra-peso. No mercado paulista, o preço médio do algodão fechou a R$ 1,1535 a libra-peso, com queda de 0,46%, de acordo como indicador Cepea/Esalq.