Exploração não-madeireira ainda é restrita no país

27/11/2008

Exploração não-madeireira ainda é restrita no país


A produção florestal do Brasil somou no ano passado R$ 12,1 bilhões, e, como esperado, a silvicultura (a exploração de florestas plantadas) representou 68,7% do total, ou R$ 8,3 bilhões. O extrativismo vegetal, que compreende a exploração madeireira e não-madeireira de árvores nativas, somou apenas R$ 3,8 bilhões, ou 31,3%. Os dados estão no capítulo "Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura" do IBGE, divulgado ontem.

Segundo o relatório, a extração não-madeireira - óleos, frutos e sementes - continua sendo significativamente pequena frente às outras modalidades. Foram produzidos o equivalente a somente R$ 585,3 milhões em 2007. A grande vedete, nessa área, são as amêndoas de babaçu seguidas por coquilhos de açaí, fibras de piaçava, erva-mate, cera de carnaúba, castanha-do-pará, palmito e látex.

E praticamente todos eles têm a exploração concentrada na região Norte. A exceção é a erva-mate, tradicionalmente produzida no Sul.

O relatório do IBGE aponta uma retração de 1,4% no segmento da borracha entre 2006 e 2007. De acordo com João Sampaio, secretário de Agricultura de São Paulo e produtor de borracha, o número vai contra a tendência da heveicultura (o cultivo de borracha) no Estado de São Paulo, que registrou nos últimos 12 anos crescimento da produção de 6,6% e de 5,9% no número de pés plantados.

Segundo o secretário paulista, os dados conflitantes ocorrem devido à combinação, no mesmo indicador, do extrativismo do Norte (árvores nativas) e do cultivo do Sul. Nos últimos anos, seringueiros do Norte ampliaram a área de pasto para introdução de gado.