Bahia atrai indústria de processamento de milho

02/12/2008

Bahia atrai indústria de processamento de milho
para a região Oeste

 

A Bahia vai sediar a primeira indústria de processamento de milho e seus derivados, como ração e fubá, com capacidade de produção de 165 milhões de quilos por ano. A unidade vai ser instalada no município de Luis Eduardo Magalhães, Oeste do estado, e conta com investimento estimado de R$ 30 milhões. A iniciativa é fruto da parceria entre o Governo do Estado com o setor privado e propicia a geração de novos empregos e renda na região.

Para garantir a viabilização do empreendimento, o secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), gestor público, Roberto Muniz, assinou um Protocolo de Intenções juntamente com o diretor presidente da empresa Indústrias Reunidas Coringa, José Alexandre dos Santos. O documento concede incentivos fiscais e financeiros como atrativo para desenvolvimento do setor industrial e comercial e a geração de 200 novos postos diretos de trabalho.

A empresa, com sede administrativa em Arapiraca, Alagoas, se destaca na refinação de milho e pelo rigoroso processo de seleção e análise de grãos, aliada à alta tecnologia. O principal produto final é o floco de milho, popularmente conhecido como fubá, que tem grande aceitação no mercado. A Bahia, atualmente, produz o milho in natura. 

“A partir do faturamento previsto no acordo com a indústria, que é de R$200 milhões, podemos estimar um valor agregado de R$ 145 milhões para o estado, que passa a ser abastecido pelos produtos fabricados aqui”, comemora o superintendente de política do Agronegócio, Eujácio Simões.

A produção da matéria-prima também é satisfatória. Apesar da crise financeira mundial, a expectativa da Seagri é de que a produção do Oeste baiano desta safra, que é de 1,1 milhão, seja mantida na próxima.


Ascom/Seagri 02.12.2008
Ana Paula Loiola
3115-2767/2737