Governo do Estado adota medidas para enfrentar a crise financeira

02/12/2008

Governo do Estado adota medidas para enfrentar a crise financeira

Parcelamento do ICMS para o comércio varejista, liberação de créditos acumulados do setor calçadista e uma linha de crédito especial de R$ 110 milhões para setores como alimentos e bebidas, têxteis e confecções, calçados, informática e eletrônica e transformação de plástico.

Essas são algumas das medidas tributárias e de crédito do Governo do Estado para atenuar os efeitos da crise mundial na economia baiana.

As medidas foram anunciadas, ontem, pelo secretário da Fazenda, Carlos Martins, e pelo presidente da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), Luiz Alberto Petitinga, durante entrevista coletiva na Secretaria da Fazenda, no Centro Administrativo.

Na mesma coletiva foram apresentadas também linhas de crédito especiais por representantes do Banco do Brasil (R$ 2 bilhões para o comércio exterior e o agronegócio) e da Caixa Econômica Federal (R$ 1,5 bilhão para a construção civil, tanto para novas construções como para empreendimentos em andamento).

Prevenção - De acordo com o secretário Carlos Martins, algumas características foram levadas em conta para a escolha dos setores beneficiados pelas medidas, como o poder de gerar emprego, como o calçadista, e de dinamizar outras áreas da economia, como o comércio varejista.

"Essas medidas demonstram uma preocupação do Governo do Estado com os setores mais afetados pela crise. Diria que é uma forma de prevenção, mas ao mesmo tempo um olhar muito atento em relação ao que está acontecendo no mundo. Estamos monitorando, permanentemente, o comércio varejista, o agronegócio, o pólo calçadista, de informática e a construção civil, setores mais sensíveis à crise", disse Martins.

Atividade econômica - Segundo o presidente da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), Luiz Alberto Petitinga, os R$ 110 milhões são recursos oriundos do Fundo de Desenvolvimento Social e Econômico (Fundese) e serão destinados à oferta de capital de giro e investimento fixo para pequenas e médias empresas, com o objetivo de contribuir para manutenção da atividade econômica baiana, atenuando os reflexos negativos da crise financeira mundial.

"De imediato, foram alocados R$ 30 milhões para apoiar empresas com mais de três anos de atividade, que estão sendo atingidas pelas restrições de crédito e mercado", afirmou Petitinga.