Commodities Agrícolas

03/12/2008

Commodities Agrícolas


Em um dia de pequeno volume de negócios, e mesmo com a desvalorização do dólar em relação a outras moedas, as cotações do café não resistiram à pressão vinda de outros mercados e ao aumento dos estoques nos Estados Unidos e registraram desvalorização ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março encerraram o dia a US$ 1,1990 por libra-peso, em baixa de 165 pontos. Os papéis para entrega em maio, por sua vez, recuaram 160 pontos, para US$ 1,1450. Para alguns traders, os papéis para março estão vulneráveis e poderão testar, nos próximos pregões, a barreira de US$ 1 por libra-peso. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos subiu 0,22% e atingiu 265,38. Nos dois primeiros dias do mês, os ganhos chegam a 0,51%.

Alta frustrante. Os preços do suco de laranja até que registravam boa valorização no pregão de ontem em Nova York, mas um movimento de rolagem de posições no fim do dia limitou os ganhos e frustrou sobretudo as indústrias. Os papéis para entrega em janeiro encerraram a sessão negociados a 72 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 60 pontos, ao passo que os futuros com vencimento em março subiram 50 pontos e alcançaram 76,35 centavos de dólar. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires explicaram que os ganhos do início do dia vieram com compras especulativas e de fundos vindos de outros mercados, após a forte queda da véspera. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 7,65, em média, segundo levantamento do Cepea/Esalq.

Rolagem de posições. Rolagens de posições e pressão de outros mercados determinaram a queda das cotações do algodão ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram a sessão a 45,06 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 5 pontos, enquanto março recuou 70 pontos, para 46,33 centavos de dólar, e maio caiu 66 pontos, para 46,37 cents. Traders consultados pela Dow Jones Newswires contataram que não houve notícias ligadas aos chamados fundamentos do mercado capazes de fazer sombra aos movimentos financeiros e evitar a queda. Em Sorriso (MT), a arroba permaneceu em R$ 34,50, segundo levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato). Em 9 de outubro, estava em R$ 37,50.

Mais um tombo. As cotações da soja voltaram a recuar ontem na bolsa de Chicago, mais uma vez pressionadas pelo comportamento de outros mercados e pela preocupação em relação ao futuro da demanda em meio à desaceleração econômica global. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 8,27 por bushel, em queda de 19 centavos de dólar, enquanto março caiu 19,75 centavos de dólar, para US$ 8,3450. Afora as influências financeiras de sempre, a melhora do clima na Argentina, terceiro maior exportador mundial, também colaborou para derrubar os preços. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos alcançou, em média, R$ 40,70, R$ 0,20 mais que na véspera. segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).