Commodities Agrícolas
Os preços futuros do café fecharam em alta ontem, impulsionados por notícias de que a oferta do grão será mais apertada em 2009, com a menor produção do Brasil. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,0985 a libra-peso, com elevação de 35 pontos. Em Londres, os contratos para março fecharam a US$ 1.649 a tonelada, com aumento de US$ 10. O consumo mundial de café deverá suplantar a produção em até 8 milhões de sacas na safra 2009/10 devido à queda da safra do Brasil, o maior produtor mundial, disse Néstor Osorio, diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), à agência Bloomberg. "É uma situação de aperto que vai sustentar os preços", disse. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 266,54, segundo o Cepea/Esalq.
Sem crédito. Os preços futuros do algodão recuaram ontem pelo quinto de sete pregões no mercado americano, mais uma vez motivado por temores de que a crise econômica global reduza a demanda por matérias-primas. "A demanda está ruim e ninguém parece disposto a emprestar dinheiro para a indústria de frete", disse à Bloomberg Dan Vaught, analista da Wachovia Securities LLC, de St. Louis. O cenário pessimista fez os papéis para março recuarem 139 pontos (3,1%) na bolsa de Nova York, fechando a 42,95 centavos de dólar por libra-peso. Na semana passada, os preços da fibra chegaram a cair 14% em Nova York. Já no mercado doméstico, a libra-peso do algodão fechou ontem a R$ 112,7, com alta diária modesta de 0,03%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a fibra acumula perda de 1,33%
Sem boas notícias. O pessimismo no mercado ontem tampouco poupou a soja negociada no mercado futuro americano. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em março do ano que vem recuaram 7,25 centavos de dólar e encerraram o dia cotados a US$ 8,1825 por bushel. Segundo a agência Bloomberg, os preços da oleaginosa já acumulam queda de 50% em relação aos US$ 16,3675 registrados no último 03 de julho. Analistas ouvidos pelas agências de notícias internacionais atribuíram o movimento de baixa à crise econômica, que mais uma vez suscita temores de retração brusca no consumo mundial. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja subiu 0,25% e fechou o dia a R$ 44,11, segundo o indicador Cepea/Esalq. A commodity acumula perda de 0,9% no mês.
Mais preocupações. Os contratos futuros do milho reverteram ontem a tendência de alta dos últimos dias e fecharam o dia em queda. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, a commodity acompanhou outras matérias-primas em um dia em que o mercado voltou a ficar instável por preocupações com a desaceleração econômica generalizada e a conseqüente queda no consumo mundial. "A demanda por produtos agrícolas ainda vai piorar antes de melhorar", disse Tim Brusnahan, da Brock Associates, em Milwaukee, Wisconsin. Na bolsa de Chicago, o bushel para entrega em março de 2009 recuou 2,25 centavos, para US$ 3,2775. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 20,58, com leve alta de 0,61%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, o milho acumula alta de 1,8%.