Commodities Agrícolas

16/12/2008

Commodities Agrícolas


Os contratos futuros do café arábica negociados no mercado americano registraram ontem a maior queda em uma semana, jogando por terras os ganhos obtidos na semana passada. De acordo com analistas ouvidos pela agência Bloomberg, a queda se deveu à percepção de que a economia global irá piorar ainda mais no futuro breve. "O mercado financeiro e o petróleo têm tido desempenhos ruins e isso acabou se espalhando ", disse Jack Scoville, vice- presidente da Price Futures Group, de Chicago. Os contratos com vencimento em março recuaram 16 pontos em Nova York, para US$ 1,1055 por libra-peso. No mercado interno, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 262,09, com queda diária de 0,25%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula perda de 0,74%.

Oferta menor. O temor de problemas futuros de oferta de cacau somado à queda do dólar acabaram elevando ontem a cotação dos contratos de cacau negociados no mercado americano para o maior patamar em 11 semanas. Os papéis com vencimento em março do próximo ano fecharam a US$ 2.560 por tonelada, uma alta de US$ 164. Já os para entrega em maio fecharam a US$ 2.552, com alta de US$ 159. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones, há preocupações com uma possível queda na oferta da Costa do Marfim, o maior produtor mundial da amêndoa. Os embarques do país desaceleraram 19% no período de 26 de novembro a 9 de dezembro. Em Ilhéus e Itabunas, o preço médio da arroba ficou em R$ 97,00, segundo informou a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Influência do petróleo. Os contratos futuros da soja também sucumbiram à retração no mercado de petróleo e fecharam com queda na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março recuaram 6,75 centavos de dólar, para US$ 8,4950 por bushel. "Foi o desempenho do petróleo somado à debilidade do mercado de ações e às incertezas com a economia mundial", resumiu à agência Dow Jones o analista Jack Scoville, da Price Futures Group, de Chicago. As perspectivas de aumento na área plantada com o grão na safra americana de 2009 também pressionaram os preços, enquanto as projeções para a colheita sul-americana deram suporte ao grão. No mercado interno, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 44,32, com alta de 1,47%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a oleaginosa acumula perda de 0,43%.

Câmbio favorável. A percepção de que desvalorização do dólar vá encorajar a importação de cereais americanos fez os contratos futuros do trigo subirem no pregão da bolsa de Chicago. A moeda americana recuou na semana passada 4% na comparação com uma sexta de seis moedas fortes, o que tem dado aos estrangeiros maior poder de compra. Com isso, os contratos para entrega em março de 2009 subiram 7 centavos de dólar e fecharam o dia cotados a US$ 5,20 por bushel, chegando a valer US$ 5,35 ao longo do dia. A commodity, no entanto, ainda está 61% abaixo do valor recorde atingido em 27 de fevereiro deste ano, quando era comprada a US$ 13,495. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do trigo fechou a R$ 25,60, com queda diária de 0,39%, segundo informou o Deral.