Commodities Agrícolas

17/12/2008

Commodities Agrícolas


  
Tombo em NY. As cotações do suco de laranja registraram forte queda ontem na bolsa de Nova York, pressionadas pelas previsões de clima menos adverso aos pomares da Flórida, Estado americano que abriga o segundo maior parque citrícola do planeta, atrás de São Paulo. Conforme a agência Dow Jones Newswires, os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão negociados a 73,85 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 290 pontos, ao passo que os papéis para entrega em março recuaram 260 pontos, para 73,90 centavos de dólar. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 6,94, em média, segundo levantamento do Cepea/Esalq. O mercado segue, assim, pouco remunerador. 

Cobertura de posições. Um movimento discreto de cobertura de posições em um dia mais calmo nos mercados financeiros mundiais garantiu a valorização das cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os futuros com vencimento em janeiro fecharam a US$ 8,5850 por bushel, ganho de 12,50 centavos de dólar. Os contratos para março, por sua vez, registraram valorização de 13,50 centavos de dólar e encerraram o pregão negociados a US$ 8,63. Segundo a Dow Jones Newswires, não houve novidades ligadas aos fundamentos do mercado, e o dólar registrou alguma desvalorização, o que sempre ajuda as commodities. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná recuou 0,07%, para R$ 44,29. No mês, a queda acumulada chega a 0,49%.

Acima da média. Eis que um "interlúdio técnico" em um dia menos movimentado nos mercados financeiros mundiais garantiu a valorização do milho. Ontem, na bolsa de Chicago, os contratos do grão com vencimento em março fecharam a US$ 3,94 por bushel, em alta de 18,75 centavos de dólar - mesma valorização dos futuros para entrega em maio, que alcançaram US$ 4,0525 por bushel. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires comemoraram o fato de março ter fechado acima da média dos últimos 50 dias pela primeira vez desde o dia 11 de julho. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos registrou queda de 0,12%, para R$ 20,76. Com isso, a alta acumulada do indicador neste mês de dezembro diminuiu para 2,7%.  

Influência árabe. Os contratos futuros do trigo registraram ontem a maior alta em três semanas, na esteira da divulgação de um relatório sobre os planos da Arábia Saudita de comprar 500 mil toneladas do cereal. O país já havia anunciado, no início deste ano, que reduziria a área plantada com trigo para economizar água. Segundo a agência Reuters, a compra deverá ser concretizada até 5 de janeiro. "Estou impressionado com o volume", disse à Bloomberg Darrell Holaday, da Advanced Market Concepts. "Pode indicar uma demanda maior que não esperávamos". Com isso, os papéis para março, negociados em Chicago, subiram 24 pontos, para US$ 5,44 por bushel. Foi o maior ganho desde 24 de novembro. No mercado interno, a saca do trigo fechou a R$ 25,60, sem variação, segundo o Deral.