Ater pública é instrumento para melhorar níveis sociais

18/12/2008

Ater pública é instrumento para melhorar níveis sociais

 

Considerada como um importante caminho para se construir a cidadania no campo, a política estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que já oferta um serviço diferenciado e de qualidade, deverá ser universalizada, melhorando a vida dos agricultores familiares. Superando as expectativas, mais de 184 mil agricultores familiares já foram assistidos tecnicamente nesse ano. O trabalho é fruto da construção coletiva entre o poder público estadual e federal e organizações sociais prestadoras do serviço. Para unir esforços e multiplicar resultados, sobretudo com melhora nos índices sociais, acontece em Salvador o II Seminário Estadual de Ater, no Centro de Treinamento de Líderes (CTL), em Itapuã.
O evento, coordenado pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), através da Superintendência da Agricultura Familiar, foi encerrado na tarde de hoje, (18). Participaram o superintendente da Suaf, Ailton Florêncio, o presidente da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Emerson Leal e representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da  Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), além de entidades de caráter social, conveniadas com o Governo.
Para Ailton Florêncio, é necessário que haja uma distribuição de responsabilidades entre os diversos agentes envolvidos, no sentido de estruturar o compartilhamento das informações do processo de trabalho. “A necessidade de planejar as ações das diversas organizações em torno de uma política de ATER conjunta insere-se, também, na racionalidade dos usos dos recursos disponíveis. A distribuição de responsabilidade facilita o monitoramento e a avaliação, permitindo a verificação e a análise dos resultados”, argumenta o superintendente da agricultura familiar da Seagri.
Muitos avanços foram observados a partir desse esforço conjunto, como o caso do soerguimento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), que já faz cumprir o seu papel de instituição pública principal na execução de uma assistência técnica ampla, includente e territorialmente localizada.
“Com a reestruturação da empresa, comemoramos importantes resultados, como a reativação da Assessoria de Assuntos Estratégicos e a criação de um grupo de acompanhamento das ações de Ater. “A evolução é significativa. Em 2006, a empresa atendia a apenas 60 mil agricultores familiares e conseguiu atingir, em 2007, a marca de 70 mil produtores beneficiados. Neste ano, já são 184 mil famílias assistidas tecnicamente”, comemora o presidente da EBDA, Emerson Leal.
 “Mas esse número ainda é pequeno, diante do universo de produtores familiares no estado. A empresa, nem qualquer outra instituição, tem ‘pernas’ sozinha para atingir a universalização”, complementa, reforçando que a união é a principal maneira de atender as necessidades
A Bahia concentra 14% da população rural do Brasil, isto é, a maior de todos os estados brasileiros, e também responde por um dos mais elevados níveis de ruralidade do país (33%). São 4,3 milhões de baianos e baianas que vivem em 565 mil km2.
O número total de propriedades rurais no Estado é de 695 mil, sendo 625.000 (90%) pertencentes a agricultores familiares, cuja renda média líquida mensal é R$ 222,00. Destes, 75% são considerados de baixa renda, pois sua renda média líquida mensal de R$ 140,00. Oito de cada 10 empregos no meio rural vêm da agricultura familiar, e cada novo emprego gerado custa menos de R$ 3.500,00 de investimento público (incluído crédito). A renda per capta deste segmento é de R$ 93,02 contra R$ 162,00 da média geral do Estado, mas o nível de resposta de incremento de cada real investido é 155% maior. A ATER é um meio determinante para se alcançar maiores níveis de produção, de agregação de valor, de conhecimento e de qualidade de vida.


Ascom/Seagri 18.12.2008
Ana Paula Loiola
3115-2767/2737