Bahia cria câmara setorial de citricultura
Controle: barreiras sanitárias são instrumentos para impedir agentes que podem prejudicar a cultura
O relevante crescimento da citricultura no estado, principalmente na região do Litoral Norte e agreste de Alagoinhas, e a intenção de padronizar a qualidade das frutas baianas, resultou na criação, no município de Itapicuru, a 240 quilômetros de Salvador, de uma câmara setorial especifica para a cultura do citrus.
A iniciativa aconteceu durante o encontro com a participação de representantes da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), órgãos vinculados à Secretaria de Agricultura (Seagri), do Banco do Nordeste, da Embrapa e cooperativas, que teve como objetivo, criar ações de estruturação da cadeia produtiva da citricultura na região.
Trabalho educativo - A Adab se comprometeu com a câmara em intensificar o monitoramento e as notificações nas áreas de foco, fiscalizações do trânsito de materiais cítricos, capacitação de agentes pragueiros, turmeiros de colheita e produtores rurais, a utilização dos agrotóxicos e a retirada das embalagens vazias dos pomares.
Além da fiscalização, a agência vem desenvolvendo ações de educação sanitária junto aos pequenos produtores baianos, alertando-os quanto à importância de estarem em dia com a documentação fitossanitária de origem (CFO).
Também vem reforçando a vigilância em suas barreiras sanitárias fixas e móveis, principalmente na divisa da Bahia com o Espírito Santo. No ano passado, foi detectado um foco da mancha preta no estado capixaba.
Livre de pragas - Segundo o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, o órgão não tem medido esforços para conscientizar os produtores quanto à necessidade do controle preventivo das pragas que atacam os pomares dos citrus, norteando os sistemas de produção de modo a se tornarem mais eficientes e menos onerosos.
Para a diretora de defesa vegetal da agência em exercício, Regma Caetano, "é importante ressaltar o empenho da Adab em combater o ingresso das pragas quarentenárias no estado, já que a Bahia é considerada livre do fungo Guignardia citricarpa, causador da mancha preta, assim como a exigência do órgão na emissão das Permissões de Trânsito de Vegetais (PTIV e PTV) e do CFO para as comercializações interestaduais".