Sinal de desaquecimento derruba grãos

22/12/2008

Sinal de desaquecimento derruba grãos

 

Os preços do milho, soja e trigo caíram devido ao temor de que a deterioração da economia mundial afete a demanda por alimentos, ração animal e biocombustíveis feitos a partir destes grãos. A recessão americana, que teve início em meados do ano, deverá ser a pior e a mais duradoura do pós-guerra, defendeu Martin Feldstein, economista da Universidade de Harvard. A cotação do barril de petróleo despencou 25% em seis sessões da bolsa uma vez que a queda da demanda gerou um excesso de oferta.

"As notícias quanto à economia parecem piorar e o cenário permanece incerto", afirmou Anne Frick, analista da Prudential Financial em Nova York. "Os preços do petróleo em baixa estão pressionando o óleo de soja e o óleo de palma" utilizado na fabricação de biocombustíveis, informou Frick.

O preços do milho para entrega em março caiu 2,2%, para. 380,75 centavos de dólar o bushel. Ainda assim, os preços ganharam 1,46% na última semana. Os contratos mais negociados caíram 51% em relação ao recorde de US$ 754,75 alcançado no dia 27 de junho.

A soja no mercado futuro, para entrega em março, caiu 2 pontos, para 872,5 centavos de dólar o bushel. Ainda assim, houve ganho de 2,7% na semana passada. A semente oleaginosa caiu 47% frente ao recorde de US$ 16,49 atingido no dia 3 de julho.

O trigo para entrega em março caiu 7,25 pontos, ou 0,08%, para 887,5 centavos de dólar o bushel. Mesmo assim, registrou-se ganho de 3,3% na última semana. Em relação ao recorde do dia 27 de fevereiro de US$ 13,495, houve perda de 58%. "A demanda mundial não será capaz de absorver estoques de grãos", afirmou Roy Huckabay, vice-presidente do Linn Group de Chicago.