Commodities Agrícolas
Mais recurso do Funcafé. Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, atingindo o menor patamar das duas últimas semanas, pressionados por vendas de países de origem, sobretudo Brasil, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,1070 a libra-peso, com baixa de 260 pontos. Em Londres, os contratos para março encerraram a US$ 1.603 a tonelada, com recuo de US$ 28. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 256,36, segundo o índice Cepea/Esalq. O Ministério da Agricultura informou ontem que o governo liberou R$ 60 milhões para recuperação de lavouras atingidas por chuva de granizo e R$ 100 milhões para as dívidas de café vinculadas à Cédula do Produto Rural (CPR). Os recursos são do Funcafé.
Compras da China. Os planos da China de comprar grãos no mercado interno, como medida para impulsionar os preços locais da soja e do milho deram suporte aos preços da soja na bolsa de Chicago. Os contratos para março encerraram o pregão a US$ 8,9050 o bushel, com aumento de 18 centavos. O governo chinês decidiu comprar toda a produção de soja não comercializada naquele país, como tentativa para elevar os preços internos. As exportações americanas de soja para a China cresceu 11% desde o dia 1º de setembro até a semana passada, informou a agência Bloomberg. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos da soja encerrou ontem a R$ 44,70, com elevação de 0,16%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, os preços da soja acumulam queda de 2,86%.
Apoio aos produtores. A China, o maior produtor de grãos do mundo, deverá dobrar as compras de milho de seus agricultores e aumentar as aquisições de soja, para deter a queda nos preços e aumentar a renda de seus produtores, informaram três executivos familiarizados com a proposta à Bloomberg. O governo de Pequim pretende aumentar a sua meta de compras de milho de 10 milhões de toneladas para 20 milhões de toneladas, disseram as mesmas fontes. Os preços do milho e da soja da China caíram 21% e 34%, respectivamente, nos últimos seis meses. Ontem, os contratos futuros do milho para maio fecharam a US$ 3,92 o bushel, com aumento de 1 centavo. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou ontem a R$ 21,08, elevação de 0,15%, segundo o índice Cepea/BMF&Bovespa.
Índia produz menos cana. A produção de açúcar da Índia, o segundo maior produtor global, deverá cair em relação ao ciclo passado, uma vez que a área com cana das principais regiões produtoras daquele país recuou, informou o ministro da Agricultura da Índia, Sharad Pawar, à Bloomberg. A produção da Índia para a safra 2008/09 deverá totalizar 20 milhões de toneladas, baixa de 24,2% sobre 2007/08. A expectativa anterior era de uma oferta entre 20,5 milhões a 22 milhões de toneladas. Ontem, os preços futuros do açúcar fecharam em queda em Nova York. Os contratos para maio fecharam a 11,53 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 6 pontos. Em Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 319,30 a tonelada, alta de R$ 1,30. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 32,52, segundo o índice Cepea/Esalq.