Commodities Agrícolas
Consumo maior. Os preços futuros do café fecharam em alta no pregão de sexta, em Nova York. Segundo analistas, o movimento baixista se deveu à desvalorização do dólar e às especulações de que o consumo no Brasil aumentará, no momento em que a oferta diminui. A moeda americana recuou 0,7% em relação a outras moedas fortes. "A expectativa de alta na demanda no Brasil mexe com o mercado, sobretudo porque a próxima safra brasileira será 20% menor", disse à Bloomberg Hector Galvan, consultor da RJO Futures. Os papéis com vencimento em março subiram 35 pontos na bolsa nova-iorquina, para US$ 1,084 por libra-peso. Ainda assim, o grão acumula perda de 2,3% na semana. O consumo de café no Brasil deverá crescer 4,5% em 2009, 2% a mais que a média mundial.
Área menor. A maior empresa produtora de algodão da China vai reduzir o plantio da pluma em 23% até 2011 para priorizar o plantio de grãos naquele país, informou a Bloomberg, com base na agência de notícias oficial "Xinhua", citando Nie Weiguo, subsecretário da província ocidental de Xinjiang. A estatal Xinjiang Production and Construction Corp. vai reduzir a área de plantio de algodão dos atuais 560 mil hectares para 433, 3 mil hectares, um recuo de 27,3% nos próximos três anos. A alta nos custos da produção, a queda dos lucros do cultivo de algodão e a necessidade de aumentar a auto-suficiência em grãos foram os motivos do ajuste. Na sexta-feira, os contratos para maio, na bolsa de Nova York, fecharam a 46,81 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 20 pontos.
Combinação feliz. Os contratos futuros da soja deram seqüência à tendência altista dos dias anteriores e encerraram o pregão de sexta-feira com forte alta, atingindo o maior preço em sete semanas. O bom desempenho se deveu, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones, à combinação de suporte técnico, preocupações com o clima na América do Sul e à demanda chinesa. Os papéis com vencimento em março do próximo ano fecharam com uma alta de 37,50 centavos de dólar na bolsa de Chicago, para US$ 9,5650 por bushel. "O tempo muito úmido na Argentina e no sul do Brasil estão levantando temores sobre o potencial de produção da região", disse um trader à agência. Também em Chicago, o farelo de soja, utilizado para alimentação animal, registrou a maior alta em 12 semanas.
Soja e clima puxam. O milho fechou acima de US$ 4,00 na sexta-feira, na bolsa de Chicago, num pregão com poucos negócios. A alta ocorreu por conta da cobertura de vendidos puxada pela soja forte e por preocupações com o clima, disseram analistas e traders à Dow Jones Newswires. O contrato mais ativo, com vencimento em março de 2009, fechou com alta de 14,25 centavos a US$ 4,1225 por bushel. Maio subiu 14,5 centavos de dólar a US$ 4,225. Analistas esperam alguma realização de lucro nesse mercado antes do fim do ano. Preocupações com o efeito do clima seco na América do Sul também contribuíram para a alta na sexta-feira. "Um fechamento acima do nível de resistência de US$ 4 pode levar a outro movimento de 20 a 30 cents", disse Linn Group´s à Dow Jones.