Tecnologia para localizar apiários
Aparelho GPS, máquina fotográfica, computador e softwares para georreferenciamento.
É desta forma que Emerson Pereira, técnico agropecuário do escritório da Empresa Baiana de Desenvolvimento agrícola (EBDA), de Conceição do Coité, sai para trabalhar nos apiários da região do município de Serrinha.
Parecendo ter saído de um filme de ficção científica, o técnico agropecuário da EBDA observa os mapas da região através de fotos via satélite, localizando pontos de água próximos aos apiários ou fatores que possam baixar a produção das abelhas.
O georreferenciamento proporciona o dimensionamento, o planejamento e a gestão dos apiários, se transformando numa ferramenta estratégica para a rastreabilidade do produto, o zoneamento da produção e a construção de um banco de dados sobre a produção apícola do Estado.
"Até o final de 2009, estaremos mapeando todo o Estado da Bahia. Para isso, estamos treinando 22 técnicos agrícolas para este trabalho, que irão mapear, através de coordenadas de satélite, toda a expansão apícola do Estado", informa o técnico agropecuário.
"Eles observarão a sobreposição de apiários, indo de casa em casa para identificar a infra-estrutura de cada propriedade, como trilhas, pontos de água e povoados. No futuro, nós faremos um geoportal, disponibilizando as informações diretamente na internet", completa.
Todos os dados serão fornecidos para os pequenos apicultores da região, que ainda recebem treinamento para melhor localizarem suas caixas de produção dentro de suas propriedades. A sobreposição de pasto apícola é um dos maiores fatores para a queda de produção do mel.
"Conceição do Coité, Retirolândia, Tucano e Ribeira do Pombal possuem grande tradição em apiários. Tucanos, por exemplo, tem quase 200 apiários. Ribeira do Pombal, 130. É lógico que não existem fronteiras para as abelhas e a sobreposição de áreas de pasto aumenta a concorrência e reduz a produção", destaca.
Outro ponto importante da nova técnica é permitir rastrear o produto, o que garante a qualidade por registrar com grande precisão a procedência. "Isso é fundamental para as certificações de produção orgânica para as exportações. Quem compra mel no exterior quer ter toda a garantia de procedência", destaca.