Commodities Agrícolas

05/01/2009

Commodities Agrícolas


Poucos negócios. Foi uma sexta-feira de poucos negócios e leve valorização no mercado de açúcar em Nova York. Para traders consultados pela Dow Jones Newswires, a sessão foi de ajustes de posições, mas os movimentos técnicos necessários para essas correções sobrepujaram inclusive o fortalecimento do dólar em relação a outras moedas, fator tradicionalmente "baixista" para as commodities. Os contratos com vencimento em março subiram 4 pontos, para 11,85 centavos de dólar por libra-peso, enquanto os futuros para maio fecharam a semana negociados a 12,35 centavos de dólar, ganho de 5 pontos. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos negociada em São Paulo encerrou a sexta-feira com avanço de 0,21%, para R$ 33,04. 
 
Realização de lucros.O baixo volume de negócios com café no mercado futuro foi marcado na sexta-feira por um tímido movimento de realização de lucros. Pouco havia a ser destacado pelos investidores, já que, espremida entre o feriado de 1º de janeiro e o fim de semana, a sessão pouco viu de notícias sobre os fundamentos da commodity. Em Nova York, os contratos para março caíram 115 pontos, a US$ 1,1090 por libra-peso. "Basicamente, nós invertemos parte dos ganhos da quarta-feira", disse à Dow Jones Newswires Sterling Smith, vice-presidente da FuturesOne. Em Londres, os contatos de robusta para março subiram US$ 44, para US$ 1.590 por tonelada. No Brasil, a saca de 60 quilos de café de boa qualidade encerrou 2008 entre R$ 260 e R$ 265, segundo o Escritório Carvalhaes.

Disparada ilusória. Eis que as combalidas cotações do suco de laranja, que permaneceram em queda praticamente 2008 inteiro, dispararam na sexta-feira na bolsa de Nova York. A alta, contudo, foi motivada por um movimento técnico de rolagem de posições e, segundo traders consultados pela agência Dow Jones Newswires, não deverá ter vida longa, uma vez que a demanda global permanece retraída. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão negociados a 72,60 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 405 pontos, ao passo que os papéis para março subiram 420 pontos, para R$ 72,10 centavos de dólar. No mercado paulista, os efeitos do tombo internacional do ano passado continuam vivos, com a caixa de 40,8 quilos da fruta ainda abaixo de R$ 7. 
 
Queda com o dólar. A valorização do dólar - e o efeito adverso que ela tem sobre a competitividade das exportações americanas - derrubou as cotações do algodão na sexta-feira na bolsa de Nova York, onde houve valorizações nas quatro sessões anteriores. Os contratos com vencimento em março recuaram 11 pontos, para 48,91 centavos de dólar por libra-peso. Na semana passada, esses papéis ainda acumularam valorização de 5,9%, depois de terem caído 28% em 2008. Traders ouvidos pela agência Bloomberg afirmaram que permanecem pessimistas as expectativas para a demanda global pelo produto neste ano. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso da pluma ficou em R$ 1,1299 na sexta-feira, sem variação em relação às duas sessões anteriores.