Commodities Agrícolas
Demanda menor. Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, pressionados pela expectativa de redução da demanda global pelo produto, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram o dia a US$ 1,0995 a libra-peso, com recuo de 320 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para março fecharam a US$ 1.570 a tonelada, com baixa de US$ 20. O consumo de café deverá subir 1,1%, para 127,8 milhões de sacas na safra 2008/09, abaixo dó crescimento médio de 2,2% nos últimos cinco anos, segundo a consultoria alemã F.O. Licht. No mercado paulista, a saca de 60 quilos de café de boa qualidade fechou entre R$ 250 e R$ 260 ontem, segundo o Escritório Carvalhaes.
Área em queda. Os contratos futuros do suco de laranja concentrado negociados nos EUA atingiram ontem o maior preço em quase duas semanas , motivados por especulações de clima desfavorável e menos área plantada. A expectativa dos analistas é de que o Departamento de Agricultura dos EUA diminua sua estimativa de safra na Flórida, na próxima semana. "O tempo está seco e perdemos terreno", disse Stewart Mann, diretor da LaSalle Futures Group, em Nova York, em entrevista à Bloomberg. "Haverá muitas processadoras de laranja tentando segurar esse preço". Com isso, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 74,70 na bolsa de Nova York, com alta diária de 260 pontos. No mercado paulista, a caixa com 40,8 quilos de laranja para a indústria continua abaixo dos R$ 7.
Clima quente. Os preços futuros da soja fecharam em alta ontem, na bolsa de Chicago, impulsionados por especulação de que o clima quente poderá prejudicar as lavouras de grãos no Brasil e na Argentina, respectivamente o segundo e o terceiro maiores produtores de soja, atrás dos Estados Unidos, informou a agência Bloomberg. Em Chicago, os contratos para março encerraram o dia a US$ 9,87 o bushel, com aumento de 10 centavos. Segundo Mike Tannura, meteorologista da agência T-Storm Weather, de Chicago, o clima seco e o aumento de temperatura nas principais regiões produtoras de soja da América do Sul devem aumentar o estresse nas lavouras. No mercado paranaense, o preço médio da saca de 60 quilos do grão encerrou a R$ 43,63, com recuo de 0,59%, segundo o Deral.
Quarta alta seguida. Os contratos futuros do trigo subiram ontem pelo quarto pregão consecutivo, compensando as perdas anteriores. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, a alta foi motivada pela demanda reforçada pela commodity americana. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), cerca de 10,6 milhões de bushel 10,6 milhões de bushels já foram inspecionados para exportação na semana encerrada em 1º de janeiro, o dobro da semana anterior. Desde 1º de junho, quando começa o ano fiscal dos EUA, o país já embarcou 17,3 milhões de toneladas de trigo, 63% do projetado para o ano inteiro. Com isso, os papéis para maio fecharam a US$ 6,2950 por bushel em Chicago, alta de 5,75 centavos. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 25,97, alta diária de 0,27%, segundo o Deral.