Commodities Agrícolas

07/01/2009

Commodities Agrícolas

 

Índia importará menos. Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta ontem, nas bolsas internacionais, impulsionados pelo aumento do petróleo, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Em Nova York, os contratos para maio encerraram a 12,80 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 43 pontos. Em Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 345,70 a tonelada, alta de US$ 7,90. Na Índia, as usinas de Maharashtra, o maior Estado produtor daquele país, poderão importar menos açúcar do que o previsto, uma vez que o governo não decidiu se vai permitir a importação isenta de tarifas alfandegárias para a venda interna. As usinas podem comprar até 500 mil toneladas, metade do 1 milhão de toneladas previsto em dezembro. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 33,40, segundo o índice Cepea/Esalq. 
Valorização do real. A valorização do real sobre o dólar deu suporte ontem aos preços futuros do café, nas bolsas internacionais, uma vez que a moeda brasileira mais forte reduz o apelo das exportações do grão, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. O Brasil é o maior exportador global de café arábica. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,1840 a libra-peso, com aumento de 840 pontos. Em Londres, os contratos para março encerraram o pregão a US$ 1.673 a tonelada, com aumento de US$ 103. O café alcançou o maior patamar de preços dos últimos três anos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 254,17, com alta de 2,33%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, os preços do café já acumulam forte valorização de 7,42%.

'Maré alta' no mercado. As compras especulativas dominaram os negócios com suco de laranja concentrado e congelado ontem, em uma sessão marcada por altas generalizadas das commodities agrícolas. Com o avanço de 200 pontos, para 76,70 centavos de dólar por libra-peso, o contrato da commodity mais negociado na bolsa de Nova York atingiu sua cotação mais elevada em duas semanas e meia. "Todos os navios aqui estão subindo", disse à Dow Jones Newswires Stewart Mann, diretor da LaSalle Futures em New York, em referência ao interesse dos fundos especulativos pela compra de commodities, que "elevaram a maré" do mercado. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos de laranja negociada com as indústrias foi negociada por R$ 6,73, de acordo com o Cepea/Esalq. 

Oferta global menor. Os preços futuros do algodão atingiram ontem o maior patamar em dez semanas na bolsa de Nova York. A alta foi impulsionada por expectativas de que a demanda global será maior que a produção mundial da fibra. Segundo o USDA, a produção global de algodão poderá diminuir 7,4% até 31 de julho, quando termina o atual ano fiscal. É mais que os 5,5% anteriormente projetados. "Está claro que a situação ficará extremamente vulnerável se houver uma retomada na demanda", disse à Bloomberg Sholom Sanik, da Friedberg Mercantile, de Toronto. Com isso, os papéis para entrega em maio, negociados em Nova York, fecharam a 50,60 centavos de dólar por libra-peso, com alta 188 pontos. No mercado paulista, o preço médio da arroba ficou em R$ 1,1323, segundo o Cepea/Esalq.