Commodities Agrícolas

09/01/2009

Commodities Agrícolas

 

Sob pressão. As quedas do petróleo, do mercado de ações e de índices de commodities pressionaram as cotações do suco de laranja na quinta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão negociados a 76,40 centavos de dólar por libra-peso, queda de 135 pontos - mesma baixa dos papéis para entrega em março, que fecharam a 77,40 centavos de dólar. Independentemente de outros movimentos financeiros, a demanda retraída pelo produto no mercado global ainda evita qualquer possibilidade de reação significativa. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 6,81, em média, no mercado paulista, segundo levantamento do Cepea/Esalq. 
 
Sustentado pelo dólar. Com influência da queda do dólar, a cotação do algodão no mercado futuro encerrou o dia em alta nesta quinta-feira. A sessão foi marcada pela divergência de rumos entre as chamadas "soft commodities", negociadas em Nova York - suco de laranja e café ficaram entre as baixas. A presença de fundos ajudou a puxar a alta da pluma. À Dow Jones Newswires, Mike Stevens, analista da SFS Futures, disse que a alta desta quinta-feira tende a manter o interesse dos fundos na commodity na última sessão da semana. Em Nova York, os contratos de algodão para maio fecharam em alta de 90 pontos, a 50,87 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a pluma foi negociada por R$ 1,1449 por libra-peso, uma alta de 1,04%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.

China derruba. Demanda exportadora fraca, queda nos preços do petróleo e projeção de safra maior de milho na China fizeram o grão fechar em queda ontem em Chicago, disseram traders à Dow Jones. Os papéis com vencimento em maio encerraram com queda de 10,75 centavos de dólar a US$ 4,2725 por bushel. O mercado estava tendendo à queda após os recentes ganhos e a previsão de que a China vai colher 165,5 milhões de toneladas de milho, 9,5 milhões a mais que o estimado antes, pressionou ainda mais. A China não tem exportado milho, mas para analistas, pode se tornar um player relevante se retomar os embarques. A expectativa de exportações semanais fracas pelos EUA e a queda do petróleo também pressionaram. O indicador ESALQ/BM&F para o grão fechou a R$ 24,11, alta de 2,25%. 
 
Sem norte. Em busca de sustentação ao longo de toda a sessão, o preço do trigo no mercado futuro encerrou o dia apenas com leve baixa na quinta-feira. A commodity chegou a subir no momento em que a soja também avançava, mas inverteu a trajetória quando a soja recuou. À espera do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA sobre a safra, que sairá na segunda-feira, os investidores mantiveram-se cautelosos. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio caíram meio centavo de dólar, a US$ 6,2550 por bushel. Em Kansas a queda dos papéis para maio foi de 3,25 cents, para US$ 6,4475 o bushel. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos encerrou, na média, a R$ 26,63, uma alta de 0,83%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).