Commodities Agrícolas

13/01/2009

Commodities Agrícolas

 

Queda em Nova York. Os contratos futuros do açúcar registraram a maior queda em duas semanas e meia no pregão de ontem em Nova York. Segundo analistas, a queda se deveu ao câmbio, ao petróleo e também ao desempenho de outras commodities. Os papéis para entrega em março encerraram o dia com queda de 58 pontos, para 11,47 centavos de dólar por libra-peso. Já os para maio caíram 53 pontos, para 11,97 pontos. Boyd Cruel, analista da Alaraon, disse à Dow Jones que se o mercado de ações melhorar e o dólar cair, "poderemos ver os preços do açúcar testar as altas de 2008 de cerca de 15 centavos por libra-peso". No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal fechou a R$ 34,28, em alta de 1,42%; no mês, o produto acumula ganho de 3,97%. 
 
Pressão da demanda. Fundamentos técnicos fracos e a queda em outros mercados de commodities fizeram os preços futuros do cacau, negociados na bolsa de Nova York, atingirem seu menor nível em um mês. Os contratos com vencimento em março caíram US$ 79, para US$ 2.506 por tonelada. Já os de maio recuaram US$ 72, fechando a US$ 2.507. Em entrevista à agência Dow Jones, Sterling Smith, vice-presidente da FuturesOne, disse que os preços da amêndoa estão passando por uma "fase corretiva para baixo", o que pode fazer com que os contratos de março cheguem a US$ 2.300. Segundo ele, preocupações com a demanda estão influenciando o mercado. Em Itabuna e Ilhéus, o preço médio da arroba do cacau ficou em R$ 91,60, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.

Nem o USDA salvou. O corte de 3 milhões de caixas de 40,8 quilos na projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra de laranja da Flórida bem que atuou como fator "altista" sobre os preços do suco ontem em Nova York, mas a queda de outras commodities e rolagens de posição prevaleceram e o produto fechou em forte baixa. Os contratos para maio, que assumiram a segunda posição de entrega fecharam a 77,95 centavos de dólar por libra-peso, queda de 270 pontos. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram, ainda, que embora o USDA tenha cortado a produção da Flórida, para 162 milhões de caixas, elevou o cálculo de produtividade na fabricação local de suco. Em São Paulo, a caixa da fruta saiu por R$ 6,81 na média paulista, segundo levantamento do Cepea/Esalq. 
 
Menos área no Brasil. A previsão de plantio de milho na safra 2008/09 no Brasil foi reduzida entre os dois últimos levantamentos realizados pela consultoria Céleres, especialmente para o milho safrinha. Para a safra de verão, a previsão é de cultivo em 8,88 milhões de hectares - na pesquisa anterior, a previsão era de 8,93 milhões de hectares. A área do milho safrinha deverá ser de 4,03 milhões de hectares, o que representará redução de 15,9% em comparação com a área cultivada em 2007/08, caso o número se confirme. Com a seca no Sul, a produção total no país deverá cair 9,1 milhões de toneladas, para 46,82 milhões, de acordo com a pesquisa. Ontem, o indicador Esalq/BM&F para o milho subiu 0,14%, para R$ 24,29 a saca de 60 quilos. Em janeiro, a alta acumulada do índice é de 14,09%.