Commodities Agrícolas
Venda em larga escala. As baixas vendas no varejo americano em dezembro e o temor de que surjam novos indicadores sobre a fraqueza da economia motivaram vendas em larga escala de contratos de cacau, que fechou em baixa ontem. Em Nova York, os papéis com vencimento em maio caíram US$ 82, a US$ 2.406 por tonelada. Em Londres, os contratos que também vencem em maio recuaram 43 libras esterlinas, para 1.721 libras por tonelada. As notícias sobre oferta da amêndoa foram poucas. Cargas de cacau continuam a ser embarcadas na Costa do Marfim, maior produtor mundial, em ritmo mais lento que o de 2008, mas maior que o da semana anterior. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba foi negociada, na média, por R$ 91,60, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Quarta queda seguida. Os contratos futuros do suco de laranja concentrado fecharam em queda pela quarta vez - em cinco pregões - em Nova York. A preocupação, mais uma vez, se baseou na crise econômica e na consequente desaceleração no consumo. Segundo a consultoria AC Nielsen, as vendas do suco de laranja por varejistas americanos caíram 3% nas quatro semanas encerradas em 20 de dezembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. "As commodities e a economia estão encolhendo", disse à Bloomberg James Cordier, da OptionSellers.com, na Flórida. Com isso, os contratos para maio recuaram 125 pontos, para 77,75 centavos por libra-peso. No mercado doméstico, a caixa com 40,8 quilos de laranja para a indústria paulista fechou a R$ 6,86, segundo o Cepea/Esalq.
Seca na Argentina. Depois de recuar por dois dias sob o impacto do "baixista" relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (EUA) divulgado na segunda-feira, que previu aumento da produção global de grãos, os negócios com milho no mercado futuro voltaram ao território positivo ontem. A estiagem na Argentina concentrou as atenções e motivou grande parte da alta, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Os analistas divergem sobre quanto tempo a influência negativa do relatório do USDA ainda vai durar. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio subiram 4,25 cents, para US$ 3,7750 por bushel. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos fechou em baixa de 0,34%, negociada por R$ 24,24, de acordo com o índice Esalq/BM&F.
Medo do frio. O frio acentuou-se em regiões produtoras de trigo dos Estados Unidos, especialmente nas áreas ao sul de Illinois, o que aumentou o receio de que ocorram perdas nas lavouras. Em um dia de pouca movimentação nesse mercado, esse fator foi o que mais mereceu a atenção dos investidores, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Sob a expectativa de danos às plantações, os contratos de trigo para maio subiram 3,50 centavos de dólar na bolsa de Chicago, para US$ 5,87 por bushel. Em Kansas, os papéis que também vencem em maio fecharam em alta de 3 centavos de dólar, a US$ 6,1125 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos foi negociada, na média, por R$ 26,63, alta de 0,38%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).