Commodities Agrícolas

19/01/2009

Commodities Agrícolas

 

De olho na bolsa. Os ganhos das ações de companhias americanas na bolsa e o declínio do dólar contribuíram para a disparada dos preços do cacau no mercado futuro na sexta-feira, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Com o dólar mais baixo, a commodity atraiu maior atenção de fundos especulativos. Em Nova York, os contratos de cacau com vencimento em maio subiram US$ 97, para US$ 2.473 por tonelada. Em Londres, os papéis que também vencem em maio fecharam em baixa de 30 libras esterlinas, a 1.740 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba de cacau foi negociada, na média, por R$ 94,30, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC). No dia anterior, a arroba havia sido negociada, na média, por R$ 93. 

Ainda a estiagem. Perspectivas pouco animadoras para o clima nas lavouras da Argentina e a manutenção da demanda chinesa informada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) impulsionaram a cotação da soja na sexta-feira. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio subiram 25,75 centavos de dólar, para US$ 10,29 por bushel. Com a perspectiva de que as perdas com a seca cresçam na Argentina, já que não são esperadas chuvas significativas para os próximos dias, os investidores ajustaram suas posições antes do feriado de hoje, em homenagem a Martin Luther King, nos EUA. Em Sapezal (MT), onde a colheita já começou, a saca de 60 quilos foi negociada, na média, por R$ 39,50, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).

Clima afeta produção. Os preços futuros do milho fecharam em alta na sexta-feira, reflexo da possível elevação da demanda pelo grão americano por conta da redução da safra de milho do Brasil e Argentina, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio fecharam a US$ 4,0175 o bushel, com aumento de 25,50 centavos. A seca está afetando a produção de grãos no país e também na Argentina, que está com 94% de sua área plantada com milho para a próxima safra. A região produtora de Entre Rios tem sido fortemente atingida pelo clima seco, afirmou a Secretaria de Agricultura da Argentina. Analistas de mercado projetam uma queda de 26% na produção de milho daquele país. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 23,89, segundo o Cepea/Esalq. 
 
Trigo da Rússia ao Brasil. O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, afirmou, sexta-feira, que a Rússia tem condições de atender aos requisitos fitossanitários para exportar trigo ao Brasil. O país apresentou na semana passada em Berlim, na Alemanha, o resultado da análise de risco de pragas para importação de trigo da Rússia. Segundo Kroetz, já foram definidos critérios técnicos que atendem os interesses brasileiros na qualidade segurança fitossanitária. Também foi instituído um grupo de entendimento entre dois países na área vegetal, a exemplo do que ocorre para os produtos de origem animal. Na sexta-feira, os contratos de trigo para maio fechou a US$ 6,20 o bushel, em Kansas, alta de 14,5 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 26,68, segundo o Deral.