Ministério negocia prorrogar prazo para pagamento de dívidas de cafeicultores

23/01/2009

Ministério negocia prorrogar prazo para pagamento de dívidas de cafeicultores

 

Ministério negocia prorrogar prazo para pagamento de dívidas de cafeicultores: O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fala a emissoras de rádio
Créditos: Elza Fiúza/ABrO governo vai prorrogar o prazo para quitação das dívidas de produtores de café vencidas ou com vencimento em 2009. A prorrogação é uma das cinco medidas que o Ministério da Agricultura está negociando com a área econômica do governo para socorrer o setor cafeeiro e que deverão ser anunciadas em breve.

"Todas as dívidas que estão vencendo este ano e as que venceram até aqui terão que ser prorrogadas para o próximo ano", adiantou ontem (22/1) o ministro da Agricultura, Reinholds Stephanes.

A opção de pagar as dívidas com café também deverá ser autorizada pelo governo. "O que está em discussão é a que preço vamos considerar o café, ao preço do mercado internacional, ao preço do custo operacional ou um outro preço que tem que ser estabelecido", comentou.

O anúncio oficial do pacote para os cafeicultores será feito em breve, segundo Stephanes. Esta semana, ele tem uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a área econômica para acertar os detalhes do plano de apoio ao setor.

O governo também deve liberar os R$ 2 bilhões, anunciados para as cooperativas agrícolas, para financiar o capital de giro e garantir a comercialização da safra. De acordo com Stephanes, o dinheiro deve estar disponível em 15 dias. "O próximo plantio depende da comercialização [do café]", avaliou.

QUEDA DOS JUROS NÃO VAI TER IMPACTO SOBRE A AGRICULTURA

A redução da taxa básica de juros (Selic) anunciada no último dia 21 pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de 13,75% para 12,75% ao ano não vai ter impacto no setor agrícola, de acordo com ministro da Agricultura, Reinholds Stephanes. "Eu diria que na agricultura o impacto é nulo", afirmou ontem (22/1), durante entrevista a emissora de rádio no programa "Bom Dia, ministro".

Segundo Stephanes, a agricultura tem uma dinâmica própria, "com taxas de juros próprios", e por isso o setor não deve sentir diretamente os efeitos da queda da Selic. "É claro que a agricultura paga juros livres e controlados e aí são os bancos que determinam, mas isso aí tem um impacto muito pequeno", ponderou.

As influências mais perceptíveis da redução da taxa serão percebidas na dívida pública e na captação de recursos pelo governo, segundo Stephanes.

O ministro disse que não há previsão de mais recursos para a Agricultura em pacotes anticrise que o governo venha a anunciar e que o custeio da comercialização da próxima safra está praticamente garantido. "A agricultura vem sendo tratada de forma específica, com sua política de crédito próprio", apontou.

FONTE

Agência Brasil
Luana Lourenço
Repórter