Crise leva frigoríficos a recuar no processo de profissionalização
A profissionalização das indústrias brasileiras de carne bovina deu um passo atrás. Nos últimos anos, o que se viu foi a tentativa de acabar com a informalidade e falta de transparência que grassavam no setor, investimentos em governança e contratação de executivos para a abertura de capital para levantar recursos. Mas, espremidas por uma crise de escassez de matéria-prima agravada pela turbulência financeira internacional, que fez o crédito secar, algumas companhias, que vinham se profissionalizando e se preparando para ir ao mercado, retrocederam.
Na Bertin S.A, João Pinheiro Nogueira Batista, que estava havia apenas seis meses no cargo de diretor-presidente, saiu e deu lugar a Fernando Bertin, um dos fundadores do grupo. No frigorífico Mercosul, o executivo Augusto Cruz, que ocupava a presidência, deixou o posto. A Galeazzi & Associados, que preparava um plano para reestruturar o Quatro Marcos, também deixou a empresa, que pediu recuperação judicial no fim do ano passado e vinha numa agonia desde meados do ano passado, depois da tentativa frustrada de criar uma joint venture com o frigorífico Margen.