Algodão sobe com recuo na área plantada

27/01/2009

Algodão sobe com recuo na área plantada

 

A maior queda na demanda por algodão das últimas cinco décadas está abrindo espaço para a maior alta dos preços do produto dentro de seis anos, uma vez que os agricultores do mundo inteiro estão cultivando lavouras mais rentáveis, como milho, soja e trigo. A corretora de commodities FCStone Group Inc. prevê que os agricultores norte-americanos, os maiores exportadores mundiais de algodão, plantarão 3,36 milhões de hectares de algodão em 2009, a segunda menor área de um século.

A China, maior importador mundial, reduzirá a área plantada com a fibra em 21 por cento, para 4,70 milhões de hectares, disse a Associação Chinesa de Algodão no último dia 22 de janeiro. Acompanhando essas expectativas, as cotações da commodity subiram ontem pelo quarto pregão consecutivo e os contratos para maio fecharam em 52,09 centavos de dólar a libra-peso (0,45 quilos), alta de 2,5%. Embora a desaceleração da economia deva reduzir em 6,1% o consumo no ano que se encerra em julho próximo, a demanda mundial vai ultrapassar a oferta em 5,4 milhões de fardos (de cerca de 480 libras-peso, ou 217,72 quilos, cada um), estima o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, em inglês).

O Goldman Sachs Group Inc. e a Sucden Financial preveem que a escassez fará com que os contratos futuros de algodão alcancem 60 centavos de dólar a libra-peso este ano, uma alta anual de 22%, a maior desde 2003."Desde o início da crise os preços do algodão se concentraram na ponta da demanda", disse Sandra Bachofer, cogestora de US$ 1,2 bilhão em Stuttgart, Alemanha, para o suíço Tiberius Group.

Os grãos permaneceram estáveis. A soja para maio subiu 0,04% e ficou em US$ 10,1675 o bushel. O milho para maio fechou em 404,75 o bushel, alta de 0,8%. O trigo para maio teve alta de 1,6%, cotado a 605,25 centavos o bushel.