Commodities Agrícolas
Dólar desvalorizado. Os preços futuros do café fecharam com forte alta ontem, atingindo o maior patamar dos últimos três meses, impulsionados pela desvalorização do dólar frente a outras moedas estrangeiras, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a US$ 1,2435 a libra-peso, com alta de 255 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para março fecharam o pregão a US$ 1.731 a tonelada, com elevação de US$ 12. O dólar teve a maior queda de uma semana, aumentando o apelo das commodities agrícolas no mercado internacional. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 278, com alta de 1,28%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a valorização do grão atinge 10,87%.
Menor área plantada. A maior queda da demanda por algodão das últimas cinco décadas está armando o cenário para que ocorra a maior alta dos preços do produto dentro de seis anos, uma vez que os agricultores de todo o mundo estão cultivando lavouras mais rentáveis, como grãos, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. A corretora FCStone prevê que os EUA, os maiores exportadores mundiais de algodão, plantarão 3,36 milhões de hectares em 2009, a segunda menor área de um século. A China, o maior importador do mundo, deverá reduzir a área plantada com a fibra em 21%, para 4,7 milhões de hectares. Em Nova York, os contratos para maio fecharam ontem a 52,09 centavos de dólar por libra-peso, alta de 132 pontos. Em São Paulo, o algodão fechou a R$ 1,1961 a libra-peso, recuo de 0,17%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Seca puxa contratos. Os contratos futuros do milho subiram ontem pelo segundo pregão consecutivo diante de especulações de que o tempo mais seco está afetando a produção na Argentina e no Brasil, os maiores exportadores do mundo depois dos Estados Unidos. Segundo o T-Storm Weather, de Chicago, o tempo deverá permanecer seco nas regiões produtoras dos dois países. "A chuva não tem sido generalizada para reverter os danos às culturas", disse Don Roose, presidente do U.S. Commodities à Bloomberg. Com isso, os contratos para entrega em maio, negociados em Chicago, fecharam a US$ 4,0475 por bushel, alta de 3,25 centavos. No mercado paulista, a saca d 60 quilos fechou a R$ 24,02, com queda de 0,56%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, o milho acumula alta de 12,82%.
Demanda maior. Os preços futuros do trigo fecharam em alta ontem, nas bolsas americanas, puxados por sinais de aumento da demanda pelo trigo americano, o maior exportador global do cereal, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Kansas, os contratos para maio encerraram a US$ 6,3275 o bushel, com aumento de 11,50 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio fecharam a US$ 6,0525 o bushel, com elevação de 9,75 centavos. Na semana encerrada no dia 15 de janeiro, a importação do trigo americano somou 410,25 mil toneladas, com forte aumento sobre a semana anterior. Boa parte do trigo americano teve como destino a Ucrânia. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 27,71, de acordo com o Deral.