Commodities Agrícolas

29/01/2009

Commodities Agrícolas

 

Queda na demanda. Os preços futuros do suco de laranja fecharam em queda ontem, na bolsa de Nova York, pressionados por notícias de que a demanda pelo produto será menor no varejo americano por conta da crise financeira global. Os contratos para maio fecharam a 75,15 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 235 pontos. Os estoques de suco de laranja concentrado e congelado totalizaram 108,99 milhões de galões até o dia 17 de janeiro nos EUA, volume 55% maior sobre o mesmo período de 2008, segundo o Departamento de Citros da Flórida. Os volumes estão altos no mercado americano, com a demanda em queda, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fechou a R$ 6,93, segundo o índice Cepea/Esalq. 
 
De olho na Argentina. A ausência de grandes novidades sobre os fundamentos de oferta e demanda de soja manteve as atenções dos investidores voltadas às lavouras argentinas, que enfrentam a pior seca dos últimos 50 anos. Segundo novas previsões meteorológicas, são esperadas chuvas apenas na próxima semana. O forte recuo do preço da commodity na sessão do dia anterior também motivou compras técnicas de contratos, segundo traders ouvidos pela Dow Jones Newswires. Na bolsa de Chicago, com isso, os papéis com vencimento em maio fecharam em alta de 6,25 centavos de dólar, a US$ 9,90 por bushel. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos foi negociada ontem por R$ 41, acima dos R$ 40,20 de terça-feira, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola).

Receio com o clima. Assim como nos negócios com a soja, o preço do milho no mercado futuro fechou em alta ontem em virtude das preocupações dos investidores com os efeitos da seca sobre as lavouras da Argentina. Com o avanço de 7 centavos de dólar, os contratos da commodity que vencem em maio encerraram a sessão negociados por US$ 3,9550 por bushel na bolsa de Chicago. Há alguma expectativa de que chova ainda nesta semana, mas, ao longo da sessão, surgiram previsões de permanência do clima seco. "Ainda estamos procurando [notícias sobre] uma boa chuva na América do Sul, mas elas ainda não apareceram, disse um trader à Dow Jones Newswires. No mercado paulista, em contrapartida, o preço da saca de 60 quilos caiu 1,12%, para R$ 23,71, de acordo com o indicador Esalq/BM&F. 
 
Dólar desvalorizado. Os preços futuros do trigo registraram forte alta ontem, nas bolsas americanas, puxados pelo recuo do dólar frente a outras moedas estrangeiras, aumentando o apelo pelo cereal, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio fecharam o pregão a US$ 6,08 o bushel, com aumento de 10,50 centavos. Na bolsa de Kansas, os contratos para maio encerraram o dia a US$ 6,3750 o bushel, com aumento de 11 centavos. O dólar registrou queda de 1% contra uma cesta de seis principais moedas. Na semana encerrada no dia 15 de janeiro, as exportações de trigo dos EUA mais do que quadruplicou (410,3 mil toneladas), segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 28,04, segundo o Deral.