Wagner diz que encontro é um símbolo da busca pela democracia
Os Fóruns de Autoridades Locais (FAL) e de Autoridades da Amazônia (Fala), eventos paralelos ao Fórum Social Mundial (FSM), que acontece em Belém (PA), foram dois dos compromissos do governador Jaques Wagner, nesta sexta-feira, dentro da intensa programação no encontro.
Para ele, "eventos como este são de suma importância pelo símbolo que carregam, demonstrando a importância de se buscar o entendimento de forma democrática, e com o respaldo da sociedade civil para a construção de um mundo ambientalmente sustentável e com valorização da economia solidária."
O FAL-Fala ocorre em paralelo ao Fórum Social Mundial e é um espaço de articulação entre representantes de governos com a sociedade civil organizada para a busca de entendimento e parceria, tendo em vista a solução de problemas comuns.
Ineditismo – Na noite da quinta-feira passada, o governador Jaques Wagner, juntamente com ministros de estados de todo o Brasil e diversos países da América Latina e África, participou de um encontro inédito. Pela primeira vez na história do movimento popular, cinco presidentes da América Latina se reuniram num evento organizado por movimentos sociais de todo o mundo.
Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Hugo Chávez ( Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai) falaram sobre o impacto da crise financeira internacional na América Latina, evento de maior destaque do Fórum Social Mundial. Ao fim dos discursos, ficou o consenso de que outro mundo e modelo econômico é possível, que não o capitalismo especulativo, "Mudando os padrões de consumo para preservar os recursos naturais", segundo o presidente Evo Morales, da Bolívia, e " profundamente democrático", de acordo com o presidente Chavéz, da Venezuela.
Mais investimento – O presidente Lula concluiu afirmando que "é hora de investir, construir e botar dinheiro no setor produtivo", anunciando também a construção de 1 milhão de casas populares até 2010 e investimentos da ordem de US$ 174 bilhões da Petrobras até 2013. "Nesse país, o povo pobre não será o pagador dessa crise", afirmou o presidente do Brasil.
Calcula-se que cerca de 100 mil pessoas de todos os continentes estejam participando do FSM, que termina neste domingo, em 2.400 atividades paralelas.
São 5.860 organizações envolvidas, o que já caracteriza esta edição do FSM, a nona, como a mais plural de todas já realizadas.