Dívidas de fruticultores do Vale do São Francisco são prorrogadas por cinco anos
As dívidas dos fruticultores do Vale do São Francisco decorrentes de empréstimos para custeio da safra passada serão prorrogadas pelo prazo de cinco anos, nas mesmas condições em que os financiamentos foram contratados. A informação foi prestada pelo vice-presidente de Varejo e Distribuição do Banco do Brasil, Milton Luciano dos Santos, durante reunião realizada ontem na sede do BB em Petrolina (PE).
Participaram do encontro o secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia, Roberto Muniz, o gerente de Mercado do BB na Bahia, Roberto Wagner, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, Fernando Coelho.
A reunião teve o objetivo de definir os critérios técnicos para o equacionamento das dívidas e as condições para os produtores tomarem novos empréstimos destinados a custeio e manutenção das produções. De acordo com os critérios anunciados, os fruticultores, além de acesso a novos créditos, ganharam mais prazo para pagamento das dívidas vencidas sem precisar fazer desembolsos imediatos.
Facilidades – Os fruticultores com dívidas de custeio referentes a safras anteriores ao ano passado teriam que quitar 40% do valor do débito para ter acesso a novo crédito, mas, pelas regras ontem definidas, eles ficam dispensados desse recolhimento e poderão acessar uma linha de crédito aberta pelo BB com esta finalidade.
O mesmo tratamento foi dado às dívidas decorrentes de financiamentos para investimentos, que agora poderão ser renegociadas sem a necessidade de recolher 40% da parcela que vence este ano.
A definição dos critérios é mais um fruto do trabalho de parceria entre governo federal, governo estadual, produtores e agentes financeiros.
A renegociação das dívidas representa novo alento para o setor e previne o desemprego, abrindo oportunidade de retorno para os trabalhadores demitidos por causa da crise na economia mundial.