Commodities Agrícolas
Fechamento misto. Os preços futuros do açúcar fecharam mistos ontem, na bolsa de Nova York. Os contratos para maio (segunda posição) encerraram o dia a 12,88 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 7 pontos. Já os contratos de março encerraram em alta de 2 pontos, a 12,68 centavos de dólar por libra-peso. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 375,10 a tonelada, recuo de US$ 1,30. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do produto fechou a R$ 42,73, com aumento de 0,44%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 3,44%. A entressafra no Centro-Sul do país e a menor produção da Índia, segundo maior produtor mundial, têm dado suporte às cotações do açúcar no mercado interno, segundo o Cepea.
Dólar valorizado. Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, atingindo o menor patamar de um mês, pressionados pela recuperação do dólar frente a outras moedas estrangeiras, o que reduz o apelo da commodity no mercado, afirmam analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Ontem o dólar teve uma valorização de quase 1% frente a uma cesta de seis moedas. Em Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a US$ 1,1805 a libra-peso, com recuo de 340 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para março fecharam o pregão a US$ 1.616 a tonelada, com recuo de US$ 56. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 272,89, com recuo de 2,4%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a commodity registra ligeira desvalorização de 0,4%.
Frio na Flórida. A temperatura começou a cair na Flórida, ampliou o risco de perdas climáticas nos pomares de laranja do Estado americano e motivou forte alta das cotações do suco ontem na bolsa de Nova York, conforme relato da agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão a 75,40 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 285 pontos em relação à véspera, ao passo que os papéis para entrega em maio subiram 275 pontos e alcançaram 78,80 centavos de dólar. No mercado spot de São Paulo, entretanto, nada mudou. De acordo com levantamento do Cepea/Esalq, a caixa de 40,8 quilos foi negociada, em média, por R$ 6,83, ainda abaixo de R$ 7, como nas últimas semanas. Nos últimos cinco dias úteis, a variação negativa é de 0,29%.
Demanda aquecida. Os preços do algodão fecharam em alta ontem, na bolsa de Nova York, impulsionados por notícias de que o aquecimento na economia dos EUA e da China poderá estimular a demanda pela fibra. Os contratos de maio encerraram o pregão a 50,58 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 26 pontos. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,1711 a libra-peso, com recuo de 0,46%, segundo o índice Cepea/Esalq. As cotações da pluma no mercado interno registraram aumento ao longo do mês passado. No entanto, a partir do fim de janeiro, os compradores mantiveram-se recuados na expectativa de que os produtores reduzam os preços, informou o Cepea. Em janeiro, o indicador Cepea/Esalq para o algodão acumulou alta de 4,5%, com média de R$ 1,1735 a libra-peso.