Commodities Agrícolas

11/02/2009

Commodities Agrícolas

 


Forte queda. As cotações do café desabaram ontem na bolsa de Nova York, pressionadas por fatores técnicos e rolagens de posições. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão negociados a US$ 1,1685 por libra-peso, em queda de 455 pontos - mesma variação negativa dos papéis para entrega em maio, que fecharam a US$ 1,19. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires realçaram, contudo, que o temor em relação ao desaquecimento da economia global também ajudaram a derrubar as cotações, ao mesmo tempo em que o pacote americano de socorro aos bancos foi recebido com ceticismo. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica caiu 1,58%, para R$ 270,85. No mês, passou a haver queda acumulada de 1,38%.
Realização de lucros. Um movimento de realização de lucros determinou a retração dos preços do cacau ontem na bolsa de Nova York, informou a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 2.718 por tonelada, em baixa de US$ 114, ao passo que maio caiu US$ 120, para US$ 2.707, e julho recuou US$ 125, para US$ 2.700. Também neste caso os traders manifestaram decepção em relação ao plano americano de socorro aos bancos, o que colaborou para tirar sustentação das cotações. Na bolsa de Londres os preços também registraram desvalorização. No mercado doméstico, a arroba da amêndoa foi negociada, em média, por R$ 100,30 no polo baiano liderado por Ilhéus e Itabuna, segundo levantamento realizado pela Central Nacional de Produtores de Cacau.

Terceiro recuo. Os preços futuros do suco de laranja concentrado recuaram ontem no mercado americano. Foi a terceira queda em quatro pregões. Segundo analistas, o produto acompanhou o mau desempenho de outras commodities. O mercado também foi influenciado por receios de que o plano do governo americano para reavivar a economia do país não surta efeitos. "O pacote de estímulo pode não dar certo", disse à Bloomberg James Cordier, fundador do OptionSellers.com, na Flórida. Com isso, os contratos para maio, negociados na bolsa de Nova York, caíram 105 pontos e fecharam a 73,60 centavos por libra-peso. No mercado doméstico, a caixa com 40,8 quilos da laranja para a indústria fechou a R$ 6,67, queda de 0,30% em cinco dias, segundo o Cepea/Esalq.

USDA ignorado. Foi com desconfiança que os traders que negociam contratos futuros de algodão receberam o pacote americano de socorro aos bancos, e o azedume se refletiu diretamente no comportamento das cotações da commodity. Os contratos com vencimento em março caíram 300 pontos, para 46,98 centavos de dólar por libra-peso, enquanto os futuros para entrega em maio encerraram a sessão negociados a 47,95 centavos de dólar, em baixa de 266 pontos. Segundo a agência Dow Jones Newswires, o relatório de oferta e demanda publicado pelo Departamento de Agricultura do EUA (USDA) não influenciou os preços. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso do algodão em pluma caiu 0,02%, para R$ 1,1590.