Plano de contingência vai prevenir a Monilíase do Cacau

16/02/2009

Plano de contingência vai prevenir a Monilíase do Cacau


Diga não a Monilíase. Esse é o tema do segundo encontro que a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado a Seagri participou no auditório do Centro de Pesquisa do Cacau (Cepec), no município de Itabuna. O objetivo é definir o plano de contingência para evitar que a Monilíase adentre nas regiões produtoras de cacau, principalmente no sul do estado que representa 85% do cacau brasileiro. Membros da cadeia produtiva do cacau e sociedade serão alertados sobre os riscos da introdução da doença na região e esclarecidos quanto aos riscos do fungo.

A Monilíase do cacaueiro tem como agente causador o fungo “Moniliophthora”, que provoca uma das mais graves doenças da cacauicultura do mundo. Atualmente, esta doença está confinada nas américas Latina e Central. No Brasil não há até o momento vestígios do fungo. Na Bahia, apesar de o Estado estar livre desta doença, a Secretaria da Agricultura, através da Adab, adota medidas preventivas, executando estratégias para evitar a introdução da doença.

A Adab apresentará as ações que realizará para manter o estado livre da Moníliase através do Plano Estadual de Prevenção e Controle da Monilíase do Cacaueiro. Além da Adab, o plano conta com a participação do Ministério da Agricultura, Ceplac, EBDA, Biofábrica do Cacau e Uesc. O Plano de Contingência da Monilíase do Cacau tem como meta a prospecção em todo o estado, visando medidas de urgência em caso de ocorrência de foco na região cacaueira, como também trabalhar em parceria com órgãos de pesquisa de modo a elaborar plantas tolerantes ao impacto da doença.

O Brasil é indene a esse fungo e apesar da Bahia ser considerada de baixo risco para contrair a doença, a Adab trabalha de maneira preventiva para defender a cultura cacaueira, pois a depender da intensidade do patógeno, a Moniliase pode provocar perdas de até 100%”, afirma o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto.

Peixoto ratifica a importância de qualificar os treinamentos de identificação da doença para os participantes do encontro, pois esse estão diretamente ligados as plantações de cacau e servirão como agentes multiplicadores para manter o estado livre da praga.

A meta da Adab com o curso é atingir todas as regiões produtoras da fruta até o final do ano, visando capacitar agrônomos e técnicos da Adab a ficarem alertas sobre os riscos da introdução da Monilíase no estado, como também torná-los esclarecidos quanto ao perigo do fungo, considerado mais devastador que a vassoura-de-bruxa.

Segundo o diretor de defesa vegetal da Adab, Armando Sá, a Monilíase já é presente em países das Américas Central e Latina como também no alto do Amazonas, fronteira com o Peru e seu avanço é de 100km por ano em direção ao Brasil, portanto, torna-se imprescindível o estado possuir um rigoroso plano de contingência da doença.