Commodities Agrícolas

26/02/2009

Commodities Agrícolas

 

Os contratos futuros do açúcar subiram ontem para o maior nível em uma semana, diante dos sinais de descompasso entre oferta e demanda e dos preços mais altos do petróleo, que poderão encorajar os produtores de cana a fazer mais etanol. A demanda global por açúcar deverá exceder a produção no atual ano fiscal, que vai até 30 de setembro, em 4,27 milhões de toneladas. Na última previsão de novembro, a expectativa era de 3,6 milhões de toneladas. "Qualquer commodity que tenha potencial de déficit terá desempenho melhor que outras", disse Adam Klopfenstein, da MF Global. Em Nova York, os papéis para maio fecharam a 13,42 centavos, alta de 29 pontos. No mercado paulista, a saca do açúcar fechou a R$ 46,51, alta de 0,22%, segundo o Cepea/Esalq.

Premium em xeque

Os preços futuros do café registraram queda ontem, neutralizando os ganhos dos dois pregões anteriores, devido a especulações de que uma recessão prolongada possa deprimir ainda mais a demanda por grãos de qualidade. Segundo analistas, a queda inesperada nos preços e nas vendas internas de café nos EUA suscitaram temores de um aprofundamento na crise de crédito. "Muitas pessoas começam a cortar o consumo de café premium cultivado na América Central", disse à Bloomberg o analista de commodities Stephanie Kinard, da Intermarkt Investment Strategies. Com isso, papéis negociados em Nova York para maio caíram 45 pontos, para US$ 1,1285 por libra-peso. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 268,54, com alta de 1, 85%, segundo o Cepea/Esalq.

Ajuste de posições

Em um movimento de ajuste de posições, o preço do cacau no mercado futuro terminou ontem em alta. Em Nova York, os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de US$ 81, aos US$ 2.440 por tonelada. Antes da alta irrisória registrada na terça-feira, de apenas US$ 3, o contrato havia acumulado cinco sessões consecutivas de quedas. As baixas recentes levaram a cotação para próximo de seu pior nível em 11 semanas. Em Londres, o papel que também vence em maio subiu 82 libras esterlinas, para 1.797 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba foi negociada, na média, por R$ 92, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC). Na sexta-feira, a arroba havia sido negociada, na média, por R$ 95.

De olho na China

Sob a falta de notícias de grande impacto para os negócios com algodão no mercado futuro, a commodity encerrou a sessão de ontem com baixa apenas moderada. Os investidores estarão atentos hoje à divulgação dos dados sobre as exportações americanas na última semana para saber se a China permanece como um forte comprador no mercado. Dessa informação deverá surgir um norte mais claro para os preços da pluma, disse à Dow Jones Newswires Boyd Cruel, analista em Chicago da Alaron Trading. Em Nova York, os contratos de algodão com vencimento em maio fecharam em baixa de 22 pontos, aos 43,56 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno, o algodão foi negociado por R$ 1,1526 por libra-peso, alta de apenas 0,02%, segundo o índice Cepea/Esalq.