EBDA orienta produtor para novas técnicas de armazenagem de alimento animal
Com o objetivo de minimizar os problemas causados pela seca, principalmente na pecuária, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) vem dando orientações aos produtores, ensinando alternativas de conservação de forragem (planta ou grão para alimentação animal) com o intuito de evitar prejuízos desnecessários para os produtores. As aulas acontecem no Centro de Formação de Agricultores Familiares (Centrepec) na Estação Experimental Fazenda Cruzeiro do Mocó, em Campo do Gado, Feira de Santana.
"Com as técnicas, o produtor passa a armazenar alimento nos períodos de fartura para os secos, onde é mais difícil conseguir alimentação para os animais", explica a engenheira agrônoma do órgão, Neide Lopes.
Atualmente, são ensinadas as técnicas de armazenamento (conservação) do alimento, a ensilagem e a fenação. A ensilagem seria o processo de retirada de todo o ar que existe no alimento, que é triturado e depois colocado em silos (placas de metal de vários formatos).
Após esta etapa, o alimento é coberto com lona e amarrado, colocando-se areia nas bordas, para evitar que tenha entrada de umidade e ar. "Esta alternativa faz com que o alimento não perca os nutrientes; é como se fizéssemos uma embalagem a vácuo, deixando o alimento livre de riscos de contaminação e perda", explica a agrônoma.
Já a fenação consiste em retirar a umidade do alimento, deixando-o exposto ao sol por determinado tempo, até secar. Depois, é colocado em fardos e armazenado em local seco e ventilado. "Feitas de forma correta, os produtores podem deixar o alimento por mais de três anos armazenado", frisou Neide Lopes.
Lucro - Muitos produtores da região já estão utilizando as técnicas e obtendo lucro. Um deles é Antônia da Silva Menezes, que cultiva em sua propriedade palma, capim de corte e milho. Ela utiliza a ensilagem como forma de armazenamento, deixando o alimento por até um ano.
"Eu aproveito o método no período de inverno porque tem muito alimento e evito perdas. Antes eu tinha muito prejuízo porque não sabia armazenar o alimento, que acabava por se perder no próprio plantio; mas, após o curso feito pela EBDA, consigo aproveitar 100% da minha produção", comemora.
PROTEÍNA - A estação experimental possui um sistema de produção integrada, onde uma porção da área de pastagem nativa ou cultivada é reservada para o plantio de leguminosas forrageiras de alto valor nutritivo e de outras espécies, conhecidas como banco de proteína, fornecedor de forragem de melhor qualidade aos animais.
Com este tipo de banco, a área de pastagem é reduzida, ou seja, o animal não dependerá apenas dos pastos para se alimentar, sem haver grandes prejuízos no peso dos animais.
No banco de proteínas, os produtores encontram dez espécies comuns na região: gliricídia, leucena, gandu forrageiro e gramífero, sorgo, palma, mandioca, melancia forrageira (conhecida como melancia-de-cavalo) e triplex (conhecida como erva-sal).