Fruticultura no Vale do São Francisco perde 10 mil empregos

02/03/2009

Fruticultura no Vale do São Francisco perde 10 mil empregos

 

Desde que estourou a crise mundial, em setembro do ano passado, dez mil trabalhadores rurais do Vale do São Francisco estão desempregados. Os principais produtos exportados pela região - uva e manga - sofreram queda no valor de mercado de mais de 50%, especialmente na Europa, principal destino dos produtores.

"A safra da uva que é geralmente vendida entre US$ 2 e US$ 2,50 passou a custar US$ 0,80. Isso causou um rombo de R$ 300 milhões (o  lucro anual é de R$ 500 mi) à região, que é responsável por mais de 95% das exportações de uvas no Brasil", explicou o presidente da Câmara da Fruticultura de Juazeiro, Ivan Pinto da Costa.

Devido ao impacto, os produtores tiveram que demitir não apenas os 40 mil funcionários que todo ano são contratados temporariamente para a colheita da safra, mas também tiveram que cortar cerca de dez mil postos fixos de trabalho, segundo dados da Câmara de Fruticultura. "Dinheiro só quando acho algum bico para fazer", lamenta Carlos José Santos, 30 anos, que aplicava agrotóxicos em uma fazenda da região e está desempregado há cinco meses.