Commodities Agrícolas

04/03/2009

Commodities Agrícolas


Leve recuperação. As cotações do café encerraram a terça-feira em alta na bolsa de Nova York, em um movimento de ajuste após a forte queda de segunda-feira. O tombo, provocado pela onda pessimista que derrubou os mercados globais, foi apenas parcialmente compensado. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 1,0410 por libra-peso, em alta de 55 pontos, ao passo que os papéis para entrega em maio subiram 80 pontos e atingiram US$ 1,0650. Traders admitiram à agência Dow Jones Newswires que as turbulências financeiras voltaram a confundir o mercado de café, que tem entre os fundamentos perspectivas altistas. No país, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 260 e R$ 265, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Novo fôlego? Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York, na medida em que a melhora no cenário financeiro americano acabou por reavivar as esperanças de demanda por commodities. "A alta nas ações está ajudando", disse à agência Bloomberg Carlos Sanchez, diretor-associado da CPM Group. Com isso, os contratos com vencimento em maio fecharam a 68,65 centavos de dólar por libra-peso, alta de 95 pontos. Na semana que vem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgará sua previsão para a safra de laranja da Flórida, que se encerrará em junho - a aposta é de redução da estimativa. No mercado paulista, a saca com 40,8 quilos de laranja à indústria fechou a R$ 5,00, de acordo com o Cepea/Esalq.

Alta em Chicago. A onda de notícias pessimistas que varreu os mercados globais na segunda-feira arrefeceu e as cotações da soja registraram recuperação parcial ontem na bolsa de Chicago, de acordo com informações da agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 8,63 por bushel, uma valorização de 14,50 centavos de dólar sobre a véspera, enquanto os futuros para entrega em maio subiram 9,50 centavos de dólar e alcançaram US$ 8,5350. Não houve, segundo traders locais, novidades relacionadas aos chamados fundamentos do mercados capazes de direcionar os preços. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná subiu 0,8%, para R$ 45,10. Nos dois primeiros dias úteis do mês, o ganho chega a 0,89%.

Pessimismo continua. Os contratos futuros do trigo recuaram ontem pelo quarto pregão consecutivo, atingindo o menor preço em mais de dois meses. Segundo analistas, o queda se deveu às expectativas de queda na demanda pelo cereal americano. Os EUA de trigo do mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura do país, de junho a 19 de fevereiro deste ano, os importadores encomendaram 24,1 milhões de toneladas de trigo americano, uma queda de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os embarques atuais caíram 20%, para 20,3 milhões de toneladas Com isso, os papéis para maio fecharam em Chicago a US$ 5,0600 por bushel, queda de 15,50 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo ficou em R$ 30,14, sem variação, segundo informou o Deral.