Intensificadas ações contra a praga da Mosca-da-Carambola
Em continuidade às ações inerentes ao Decreto No 11.414/09, que regulamenta a lei de defesa vegetal no estado, dentre elas, manter a Bahia livre da praga Mosca-da-Carambola, já presente no estado do Amapá, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), instalou armadilhas nos principais pontos de entrada do estado, a exemplo dos aeroportos, estações rodoviárias, portos marítimos e ceasas.
O objetivo é proteger a fruticultura baiana do inseto considerado uma das principais pragas de importância econômica e quarentenária para a fruticultura mundial. A Mosca-da-Carambola é causadora de danos diretos à produção, tornando-se o maior entrave para as exportações de frutas frescas.
Apesar da nomenclatura, a mosca utiliza como hospedeiro, além da carambola, as culturas da goiaba, manga, laranja, cajá, tangerina, pitanga, tomate, caju e pimenta, dentre outras.
Prevenção – Para o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, a premissa básica do órgão é a proteção do território baiano à introdução de pragas de importância econômica e quarentenária.
"Temos implementado e desenvolvido programas de monitoramento, educação sanitária, controle, caracterização de áreas livres de pragas embasados no zoneamento, cadastramento, georeferenciamento de plantios, na determinação de incidência e prevalência de pragas em importantes culturas produzidas no estado, além de caminhar em conformidade com as diretrizes fitossanitárias do Ministério da Agricultura."
Segundo o diretor de defesa vegetal, Armando Sá, caso ocorra o surgimento de algum inseto proveniente da área de risco, as armadilhas, que possuem uma substância atrativa denominada feromônio, o atrairão, impossibilitando a disseminação da praga no estado.
Referência – Para as Moscas-das-Frutas existentes no estado, a Bahia possui o Programa Estadual de Controle da Mosca-das-Frutas, que tem como objetivo eliminar restrições fitossanitárias causadas por pragas que atacam a manga, uva, mamão, dentre outras. O programa segue as exigências de mercados internacionais, como dos Estados Unidos e Japão.
Dentre as ações do programa está o controle biológico, que é uma técnica onde utiliza machos estéreis, liberados na natureza, buscando o equilíbrio populacional das Moscas-das-Frutas.
O destaque é a região de Livramento de Nossa Senhora, onde o programa beneficia uma área superior a 13 mil hectares, dos quais 90% é de agricultura familiar, gerando mais de 35 mil empregos diretos e indiretos.