Commodities Agrícolas
Ânimo no mercado. Os contratos futuros do algodão subiram ontem para o maior patamar em mais de uma semana, na medida em que a reviravolta no mercado financeiro arrefeceu preocupações com a demanda por commodities. O Dow Jones Industrial Average, índice que reúne as 30 ações mais negociadas, subiu 5,3%, após a forte queda no dia anterior. Já o índice S&P 500 registrou alta de 6%, na esteira do ânimo nos principais índices europeus e asiáticos. "O algodão colou no mercado financeiro", afirmou Rogers Varner, da Varner Bros, à Bloomberg. Com isso, os papéis para julho, negociados em Nova York, fecharam com alta de 61 pontos, a 43 centavos por libra-peso. No mercado paranaense, o preço médio da arroba do algodão ficou em R$ 14,70, sem variação, segundo o Deral.
Avanço limitado. A cotação da soja em grão no mercado futuro encerrou em alta ontem, mas o avanço acabou sendo inferior ao registrado ao longo da sessão. A alta foi limitada pelo desempenho do petróleo, que acabou encerrando o dia em baixa, e pela baixa apenas moderada do dólar, disseram traders à Dow Jones Newswires. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 12 centavos de dólar, aos US$ 8,77 por bushel. "O cenário financeiro ainda está presente. A alta das ações foi suficiente para nos dar sustentação hoje [ontem]", disse um trader de soja em Chicago. Em Primavera do Leste (MT), a saca de soja de 60 quilos foi negociada por R$ 38, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea). Em Sorriso (MT), a saca saiu por R$ 34,50.
Reviravolta no mercado. Os preços futuros do milho, negociado no mercado americano, registraram ontem a maior alta em cinco semanas, diante de especulações de que a crise bancária pode estar perto do fim, o que eleva a demanda por alimentos, ração e combustível a partir do milho. Declarações positivas do presidente do Fed, o banco central americano, Ben Bernanke, fizeram disparar os preços das ações, espalhando o otimismo pelo mercado. "As pessoas estão obviamente animadas", disse Robert Lekberg, analista de mercado da Penson GHCO. Os contratos com vencimento em maio, negociados na bolsa de Chicago, fecharam a US$ 3,7550 por bushel, alta de 10 centavos de dólar. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 16,56, com queda de 0,78%, segundo informou o Deral.
Seca nos EUA. A seca na região das Grandes Planícies americanas deu suporte aos preços futuros do trigo ontem nas bolsas internacionais, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Kansas, os contratos para maio encerraram o dia a US$ 5,8375 o bushel, com alta de 9 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio fecharam a US$ 5,3275 o bushel, com aumento de 9,50 centavos. O clima quente na região sul das Grandes Planícies está prejudicando a safra de inverno americana. Pouca incidência de chuvas foi registrada nessa região nos últimos 90 dias, segundo o Serviço de Meteorologia americano. O trigo é a quarta principal cultura dos EUA, movimentando cerca de US$ 16,6 bilhões. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 29,89, segundo o Deral.