Commodities Agrícolas
Dólar dá suporte. A forte desvalorização do dólar em relação a outras moedas no mercado internacional determinou a alta das cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Foi a quarta valorização em cinco sessões, realçou a agência Bloomberg. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 12,99 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 11 pontos, ao passo que os papéis para entrega em julho subiram 9 pontos e atingiram 13,35 centavos de dólar. Em 2009, sobretudo em razão das perspectivas de que a demanda global deverá exceder a oferta, as cotações do açúcar já registraram alta de aproximadamente 10% em Nova York. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal manteve-se estável em R$ 49,26
Dólar em queda. Os preços futuros do café fecharam em alta, na bolsa de Nova York, puxados pelo recuo do dólar no mercado internacional, o que poderá elevar a demanda pelas commodities agrícolas. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o dia US$ 1,1075 a libra-peso, com elevação de 60 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 1.530 a tonelada, com recuo de US$ 19. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg informam que não há no mercado notícias sobre as indústrias torrefadoras que possam sustentar ou derrubar os preços. Os fundamentos para o grão estão positivos no curto e médio prazos, considerando que a oferta e demanda equilibrado para este ano. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 258,64, recuo de 035%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Sequência de altas. O preço do cacau no mercado futuro subiu ontem pela quarta sessão consecutiva, a maior sequência de valorizações da commodity desde janeiro. O avanço das bolsas de valores e a desvalorização do dólar tornaram mais atrativos os negócios com as commodities agrícolas transacionadas em Nova York, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa local, os contratos de cacau com vencimento em maio fecharam em alta de US$ 47, aos US$ 2.428 por tonelada. Em Londres, os papéis também para maio encerraram a sessão sem variação, negociados por 1.861 libras esterlinas por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba saiu, na média, por R$ 89, abaixo dos R$ 90,50 de sexta-feira, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Estimulado pelo dólar. A expectativa de que a desvalorização do dólar estimule as exportações de algodão deu impulso ontem à cotação da commodity. Os embarques americanos, maior exportador mundial da pluma, podem atingir 12 milhões de fardos (ou 2,6 milhões de toneladas) no período de um ano que se encerrará em 31 de julho, em lugar da projeção de 11,5 milhões de fardos (2,5 milhões de toneladas) apresentada em fevereiro, informou na semana passada o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em Nova York, os contratos de algodão com vencimento em maio subiram 9 pontos, para 43,95 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a arroba foi negociada por R$ 1,1306 a libra-peso, uma queda de 0,04%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.